Relatório da OEA afirma que eleições foram organizadas, mas houve interferências externas nos discursos políticos

A Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um relatório nesta terça-feira (6) afirmando que as eleições no Brasil, realizadas em 4 de outubro, ocorreram de maneira pacífica e 'sem incidentes de maior gravidade'. Entretanto, a entidade destacou a presença de 'ativismo político internacional' sobre o processo eleitoral brasileiro.
O relatório, intitulado 'Missão de Observação da OEA - Eleições gerais de 2026 no Brasil', enfatizou que, como observado em outras ocasiões, há uma crescente tendência de líderes internacionais comentarem sobre processos eleitorais em andamento em diferentes países do continente. O documento também menciona que este ativismo pode ter envolvido ofensas direcionadas a um dos candidatos da eleição.
✨ O relatório não fornece detalhes sobre casos específicos, mas atribui a interferência política a declarações de líderes como Donald Trump (EUA) e Javier Milei (Argentina), que teriam tentado apoiar o candidato Flávio Bolsonaro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ao comentar o primeiro turno, assegurou que não houve alerta de 'interferência estrangeira' durante a votação, destacando uma atuação eficaz da Justiça Eleitoral e das forças de segurança.
Ainda segundo a OEA, as eleições foram bem organizadas e a participação do povo brasileiro foi louvada. A entidade observou a atuação profissional de todos os envolvidos no processo eleitoral, que permitiu a escolha de 1.790 cargos por mais de 158 milhões de eleitores.
O relatório também abordou a questão de atrasos na atualização dos resultados durante uma hora de apuração, mas garantiu que isso não comprometeu a totalização dos votos.
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Jornalista especializado em Política

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