As primeiras estimativas indicam um avanço do bloco opositor em meio a tensões regionais.

O bloco de oposição ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está liderando as eleições legislativas realizadas nesta terça-feira, 27, com uma margem estreita, conforme revelam as primeiras estimativas. A votação acontece em um contexto de intensas mobilizações, marcada pela inquietação gerada por três anos de guerras regionais iniciadas pelos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
As projeções iniciais de canais de TV israelenses indicam que o bloco liderado pelo ex-comandante militar Gadi Eisenkot, de centro-direita, está à frente da coalizão de Netanyahu, que inclui a extrema direita. Além disso, os partidos árabe-israelenses têm mostrado um avanço considerável, podendo assumir um papel decisivo no próximo parlamento.
✨ Cerca de 7,3 milhões de eleitores tinham direito ao voto, e a comissão eleitoral começará a divulgar os resultados gradualmente, o que pode levar vários dias.
Com as projeções atuais, o Bloco da Mudança, que inclui partidos da direita à centro-esquerda, pode conquistar entre 52 e 53 das 120 cadeiras do Parlamento, enquanto a coalizão de Netanyahu poderia assegurar 50 cadeiras. As duas listas árabes podem alcançar um número recorde de 17 a 18 cadeiras.
A eleição ocorre num momento de crescente isolamento de Israel por conta de suas ações militares na Faixa de Gaza, políticas de assentamento e aumento da violência por parte de colonos na Cisjordânia, além da ascensão do nacionalismo religioso. A preocupação de muitos eleitores reflete uma divisão profunda da sociedade israelense.
Eilana Zisblit, uma eleitora que voltou a Israel após 30 anos no Canadá, expressou que este é um momento decisivo para o país: "É agora ou nunca; caso contrário, o país realmente não vai sobreviver". Já outros eleitores, como Zipporah Bennett, defendem Netanyahu, citando sua experiência em questões de segurança.
Netanyahu, que ocupa o cargo há 19 anos não consecutivos, intensificou sua campanha ao enfatizar sua proximidade com líderes internacionais, destacando a necessidade de segurança diante de ameaças externas.
O clima eleitoral também foi agitado por incidentes, como a prisão de um homem em Tel Aviv por comportamento ameaçador em relação ao líder da esquerda Yair Golan. Golan afirmou que "a incitação e a violência não vão nos intimidar", refletindo a tensão que permeia o atual cenário político em Israel.
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