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política
2 min de leitura

Parlamento Europeu aprova medidas rígidas de deportação para migrantes

Novas normas permitem maior flexibilidade para expulsão de requerentes de asilo.

Giovani Ferreira18 de junho de 2026 às 20:10
Parlamento Europeu aprova medidas rígidas de deportação para migrantes

Na última quinta-feira, o Parlamento Europeu aprovou uma série de 18 novas medidas que impõem regras mais rígidas para a migração, concedendo poderes ampliados aos Estados-membros para deportar solicitações de asilo que foram negadas.

A votação, realizada em Estrasburgo, revelou uma divisão significativa entre os parlamentares, com 418 votos a favor e 218 contra, sinalizando um endurecimento nas políticas migratórias em resposta às mudanças na opinião pública e ao crescimento da extrema direita na Europa.

As novas regras incluem a criação de 'centros de retorno' fora da União Europeia para deportações.

O Controverso Regulamento

Esse regulamento foi recebido com aplausos pelos grupos de direita enquanto os representantes da esquerda protestaram, chamando a proposta de 'vergonha'. Magnus Brunner, comissário europeu para Migração, afirmou que a legislação reafirma que as decisões sobre quem pode permanecer na UE não cabe aos traficantes, mas sim aos governos.

As novas regras impõem que migrantes com solicitações negadas deixem o território e colaborem com as autoridades, e aqueles que não o fizerem poderão ser detidos por até dois anos.

Grupos de direitos humanos alertam que as novas políticas podem resultar na criminalização dos migrantes.

Críticas e Apoios às Novas Medidas

A Caritas, uma organização humanitária, expressou preocupações de que essa abordagem vá estigmatizar os migrantes e aumentar a polarização social. Alessandro Zan, membro do grupo social-democrata S&D, chamou a situação de 'um capítulo sombrio para a Europa'.

Defensores da nova legislação argumentam que os centros de retorno facilitarão as repatriações e desencorajarão a migração irregular. Contudo, críticos da medida destacam a possibilidade de os migrantes permanecerem em um limbo legal sem supervisão adequada.

Próximos Passos

Para que essas novas normas entrem em vigor, ainda precisam ser formalmente aprovadas pelos Estados-membros da União Europeia, que já demonstraram apoio inicial ao texto.

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