Decisão ocorre após perdas no Congresso e escândalos envolvendo seu governo

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira a antecipação das eleições gerais para 29 de novembro, após ser fragilizado pela derrota no Congresso de suas medidas relacionadas à crise da moradia e por diversos escândalos envolvendo seu círculo próximo.
Sánchez, que ocupa a presidência desde 2018, chamou um Conselho de Ministras e Ministros extraordinário para dissolver as Cortes Gerais. "Para fazer mais, precisamos renovar e ampliar o apoio das pessoas", destacou em mensagem oficial do Palácio de Moncloa, em Madri.
✨ Pesquisas de intenção de voto indicam que o Partido Popular (PP), principal força de oposição, está à frente dos socialistas, embora ainda sem maioria absoluta.
A antecipação das eleições vem após um revés significativo para o governo, que tentava aprovar um pacote de medidas em meio a protestos por moradia, motivados pelo despejo de Maricarmen Abascal, uma mulher idosa que simbolizou as dificuldades de acesso à habitação na Espanha.
As reações na política foram rápidas, com o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, afirmando que a decisão final coube aos espanhóis. Ele expressou o desejo de iniciar uma nova fase que unisse a população.
Sánchez, além dos desafios políticos, enfrenta também críticas pela gestão da crise no enclave de Ceuta, onde milhares de migrantes chegaram recentemente.
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Jornalista especializado em Política

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