Voltar
Publicidade
política
2 min de leitura

PF revela ligações entre propinas a Jaques Wagner e Paulo Costa

Documentos da Operação Compliance Zero expõem esquema de corrupção

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 22:25
PF revela ligações entre propinas a Jaques Wagner e Paulo Costa

Na última quinta-feira (30), o ministro André Mendonça divulgou documentos da Operação Compliance Zero que revelam um esquema de pagamento de propinas envolvendo o senador Jaques Wagner e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

A Polícia Federal identificou que o sistema financeiro utilizado para disfarçar a origem dos recursos e os beneficiários das aquisições de imóveis é bastante semelhante no caso dos dois envolvidos. Segundo as investigações, essas transações financeiras passam por fundos de investimento e acabam em empresas de fachada.

A Epítome S.A. foi usada como 'veículo de interposição' para encobrir a verdadeira origem dos fundos, ligando diretamente os recursos ao senador Jaques Wagner.

Especificamente sobre o apartamento que teria sido adquirido para a utilização do senador, a Polícia Federal aponta que ele foi pago parcialmente com valores do fundo HOCKENHEIM, administrado pela REAG. Os documentos indicam que este fundo direcionou recursos para a Epítome S.A., responsável pela compra do imóvel.

Antes da transação, a Epítome S.A., que antes se chamava NK 322, alterou a sua estrutura societária, aumentando o capital social de R$ 100,00 para R$ 2 milhões, onde todo o novo capital foi subscrito pelo fundo HOCKENHEIM.

Contexto

A investigação sugere que o uso de empresas de fachada foi uma estratégia repetida na compra de imóveis. Seis firmas ligadas a Paulo Henrique Costa também foram identificadas no esquema.

Ainda de acordo com a PF, era comum que nomes de laranjas associados às operações do ex-presidente do BRB aparecessem nas estruturas societárias das empresas relacionadas à Epítome S.A. Isso levanta questões sobre a transparência e a legalidade dessas transações.

A PF conclui que o fluxo de recursos utilizado na compra do imóvel aponta diretamente para o grupo REAG, com a Epítome S.A. servindo apenas como um instrumento para disfarçar a verdadeira origem dos montantes e o efetivo destinatário, que seria o senador Jaques Wagner.

Publicidade

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política

Publicidade