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política
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Polícia Federal inicia segunda fase da Operação Rejeito em MG

Ação investiga espionagem e corrupção envolvendo licenças ambientais.

Camila Souza Ramos18 de junho de 2026 às 09:50
Polícia Federal inicia segunda fase da Operação Rejeito em MG

A Polícia Federal (PF) deu início, nesta manhã (18), à segunda fase da Operação Rejeito, que investiga um grupo criminoso acusado de realizar espionagem contra autoridades e indivíduos em Minas Gerais.

A operação contempla a execução de seis mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão preventiva. Essas ordens foram emitidas pela Justiça Federal e visam suspender as atividades das empresas implicadas no esquema.

Organização criminosa estaria envolvida na espionagem de autoridades públicas e particulares.

A PF, com respaldo do Ministério Público Federal (MPF) através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaceo), apurou que os suspeitos contrataram uma empresa para executar atos de espionagem e monitoramento sistemático de indivíduos, incluindo a obtenção ilícita de dados pessoais.

As investigações revelaram que os criminosos tentavam contatar autoridades públicas para fins ilegais, além de tentativas de simular operações policiais e fraudes relacionadas a sigilos bancários e telefônicos.

Fase anterior da operação

A primeira fase da operação aconteceu em setembro de 2025 e teve como foco desmantelar um esquema de concessão fraudulentas de licenças ambientais para mineradoras em troca de propina. Nesse período, a PF cumpriu 22 mandados de prisão e 79 mandados de busca, envolvendo 17 pessoas, incluindo empresários e um delegado da PF.

Estimativas indicam que a organização criminosa atuava em Minas Gerais há pelo menos cinco anos, corrompendo servidores de diversos órgãos ambientais, e gerando lucros superiores a R$ 1,5 bilhão.

Encaminhamentos legais

As investigações estão agora em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Dias Toffoli é o relator do caso. A PF enviou a documentação após a menção de autoridades com prerrogativa de foro, que envolvem hesitações sobre habeas corpus dos envolvidos.

Diversas pessoas-chave foram identificadas, incluindo diretores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e outros funcionários públicos acusados de colaborarem com o esquema.

Esquema suspeito envolver servidores públicos da área ambiental em Minas Gerais.

Contexto

Operação Rejeito investiga um possível esquema bilionário de corrupção e espionagem em Minas Gerais, com repercussões significativas para a fiscalização ambiental na região.

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