A proposta inclui R$ 20,64 bilhões para investimentos, o maior valor já apresentado pela administração municipal.

A Prefeitura de São Paulo apresentou à Câmara Municipal uma proposta de orçamento para 2027 no valor de R$ 146,52 bilhões. O projeto, liderado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), inclui R$ 20,64 bilhões para investimentos, quantia que se destaca como a maior já proposta pela administração municipal.
Esse montante representa um aumento de 6,6% em relação ao orçamento de 2026 e é quatro vezes maior que os R$ 5 bilhões previstos na proposta de 2021. Ao longo desse período, a série de valores mostra um crescimento, apresentando uma queda em 2025, quando o total diminuiu de R$ 15,23 bilhões para R$ 14,67 bilhões.
✨ Os investimentos previstos devem financiar obras e serviços públicos, buscando melhorias em mobilidade urbana e na redução de desigualdades.
De acordo com a administração, o aumento se deve à melhora na capacidade financeira do município, sem a necessidade de aumento de impostos. Entretanto, essa quantia ainda é uma previsão que passará pela análise dos vereadores, que poderão discutir e alterar a alocação dos recursos antes da aprovação final.
O projeto tramita como PL 752/2026 na Câmara Municipal e está programado para ser revisado pela Comissão de Finanças e Orçamento. O calendário prevê 21 audiências públicas para ouvir a população, abordando debates gerais, regionais e temáticos, com votação final prevista para o final do ano.
A proposta estipula que R$ 122,95 bilhões (83,92%) das despesas serão para despesas correntes, englobando gastos com administração e manutenção de serviços essenciais como saúde e educação. Outros R$ 23,24 bilhões (15,86%) estão alocados como despesas de capital, que incluem investimentos e melhorias na infraestrutura municipal.
Os R$ 20,64 bilhões previstos para investimentos fazem parte das despesas de capital e não devem ser contabilizados novamente no orçamento total. Também estão previstos R$ 330 milhões (0,23%) para reserva de contingência, designados para situações específicas nas normas orçamentárias.
Na divisão por grupos de natureza de despesa, os valores são: R$ 74,69 bilhões para outras despesas correntes, R$ 45,94 bilhões para pessoal e encargos sociais, R$ 18,40 bilhões para investimentos, R$ 2,59 bilhões para amortização da dívida, R$ 2,32 bilhões para juros e encargos da dívida e R$ 2,24 bilhões para inversões financeiras, além de R$ 0,33 bilhões para a reserva de contingência.
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Jornalista especializado em Política

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