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política
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PT se dirige a evangélicos contra manipulação política da fé

Carta do partido aborda falsas informações e união pela democracia

Mariana Souza09 de junho de 2026 às 10:35
PT se dirige a evangélicos contra manipulação política da fé

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma carta voltada aos evangélicos, expressando sua preocupação acerca da propagação de notícias falsas e da instrumentalização da fé para objetivos políticos e econômicos. A declaração surgiu durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado recentemente na sede do partido em Brasília.

Encontro reúne líderes religiosos e políticos

O evento contou com a participação de diversas lideranças evangélicas, pastores, parlamentares, militantes e membros de movimentos sociais, além da presença da primeira-dama Janja da Silva e Leila de Moraes, que é a chefe de gabinete do advogado-geral da União, Jorge Messias.

A carta destaca a necessidade de promover a verdade e a responsabilidade na fé, evitando divisões na sociedade.

No documento, o PT ressalta a importância de encontrar pontos em comum com o eleitorado evangélico, especialmente em um contexto em que o presidente Lula busca apoiar sua candidatura em resposta a uma possível inclinação dos votos em direção ao senador Flávio Bolsonaro. 'Manifestamos preocupação com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos', afirma a carta. Adicionalmente, menciona que 'o Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade'.

Fé e compromisso social

O texto conecta a fé cristã com a luta pela democracia e justiça social, abordando temas como o fim da escala 6×1, a reforma agrária e o combate à fome. O PT também aponta avanços significativos na representação evangélica durante suas gestões, como a criação do Dia Nacional da Música Gospel, do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e do Dia Nacional da Marcha para Jesus.

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'Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas; sempre mantivemos uma postura de respeito e reconhecimento do papel da Igreja Evangélica.'

Ao formalizar seu apoio à reeleição de Lula, o texto destaca que esse compromisso não se baseia na exploração eleitoral da fé, reiterando a visão do presidente de que não se deve 'tirar proveito político de uma coisa sagrada'.

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