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política
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Rio de Janeiro se prepara para eleição suplementar após renúncia de Cláudio Castro

Após a saída do ex-governador e a vacância do cargo de vice, o estado enfrenta incertezas políticas e um julgamento crucial pelo STF.

Ricardo Alves29 de março de 2026 às 14:40
Rio de Janeiro se prepara para eleição suplementar após renúncia de Cláudio Castro

O estado do Rio de Janeiro atravessa uma fase de grande instabilidade política após a renúncia de Cláudio Castro (PL-RJ), que ocorreu antes da sua condenação à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dada a vacância também do cargo de vice-governador desde 2025, quando Thiago Pampolha (União) deixou a posição para assumir uma vaga no Tribunal de Contas, será necessário convocar uma eleição suplementar para ocupar a chefia do Palácio Guanabara até o final de 2026.

Legislação e Desafios Jurídicos

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) já aprovou as diretrizes para a realização desta eleição suplementar. No entanto, o PSD, que possui o pré-candidato Eduardo Paes, impetrou um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a legalidade da norma. Os ministros do STF iniciaram a análise dessa questão em um plenário virtual, e a recente decisão do ministro Cristiano Zanin suspendeu o processo de eleição indireta, defendendo a necessidade de uma reunião presencial para discutir o tema em profundidade.

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A vacância dos cargos exige um novo processo eleitoral, que deve refletir a vontade popular

Ministro Cristiano Zanin

Quando uma vacância ocorre no Executivo, a Constituição exige uma nova eleição para preencher os cargos vagos.

Contexto Adicional

Historicamente, o estado do Rio de Janeiro tem enfrentado uma série de problemas judiciais envolvendo governadores, levando a uma longa lista de desafios políticos.

A Alerj estabeleceu um rito que permitiria a realização da eleição de forma indireta, com escolha realizada pelos deputados estaduais. As regras incluíam um intervalo reduzido para desincompatibilização de candidatos, permitindo que ocupantes de cargos no Executivo se desligassem apenas 24 horas antes da votação.

Análises pelo STF

O PSD questiona a validade desse processo e sugere que, considerando que a vacância ocorreu há mais de seis meses do término do mandato, a eleição deveria ser direta. Enquanto isso, diversos ministros do STF, como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, se manifestaram a favor de uma eleição direta, enfatizando que a população deve ter o direito de votar.

  • 1O que motivou a eleição suplementar no Rio?
  • 2Quais regras foram aprovadas pela Alerj?
  • 3Por que o caso foi levado ao STF?
  • 4Quais críticas foram feitas sobre a eleição indireta?
  • 5Quando a votação presencial no STF está prevista?
  • 6Quais ações serão analisadas pelos ministros?

Atualmente, o governo do estado está sob a responsabilidade interina do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. Em meio a essa incerteza, a população aguarda o futuro político e eleitoral do estado.

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