Deputado pede apuração de transferência de R$ 4 milhões entre advogado e candidato à Presidência.

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) apresentou na última quarta-feira uma notícia de fato à Procuradoria-Geral da República, solicitando a investigação criminal do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
O advogado Edvaldo Nilo de Almeida, membro do Conselho Nacional do Ministério Público, também foi incluído nas denúncias. A ação foi baseada em reportagens que indicam que o escritório de Flávio recebeu R$ 4 milhões do escritório de Edvaldo, com os pagamentos realizados em momentos que coincidem com a votação no Senado que aprovou sua recondução ao Conselho.
✨ Falcão pediu a abertura dos sigilos fiscal e bancário dos envolvidos e a investigação da origem e destino dos valores.
Os repasses mencionados foram feitos em agosto e outubro de 2025, registrados com a justificativa de 'assessoria jurídica', mas sem detalhes sobre os serviços prestados. A última parcela foi enviada apenas 22 dias antes da votação na Casa Legislativa. Reportagens revelam que o escritório de Edvaldo teve um faturamento de R$ 143 milhões em 2025, originado principalmente de hospitais e órgãos públicos.
A representação questiona se os montantes foram referentes a serviços reais ou se foram utilizados para encobrir favorecimentos ligados à recondução ao MP. O documento também destaca que Edvaldo foi designado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a Comissão de Ética Pública em 2022.
Além do rastreamento financeiro, Rui Falcão requisitou à PGR que investigue a possível conexão com um inquérito no Supremo Tribunal Federal que investiga lavagem de capitais em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz estão envolvidos.
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Jornalista especializado em Política




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