Presidido por Davi Alcolumbre, o Senado terá três sessões para debater a proposta, mas é incerta sua aprovação.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou a realização de três sessões semipresenciais para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6x1. A primeira delas ocorrerá nesta terça-feira (6), seguida por duas outras na quarta (7) e na quinta-feira (8).
Entretanto, de acordo com líderes do governo ouvidos, a ascensão de candidatos de direita no Senado, após as eleições de domingo (4), pode dificultar a votação da PEC. O anúncio do calendário, feito na última sexta-feira (2), foi interpretado como um gesto de apoio de Alcolumbre ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que o fim da escala 6x1 é uma das prioridades do governo no Congresso.
✨ Lideranças da oposição estão se articulando para não comparecer às sessões de discussão da PEC, o que pode resultar na ausência de quórum e inviabilizar a votação.
De acordo com o regimento interno do Senado, a proposta deve passar por cinco sessões de discussão antes de ser votada em primeiro turno. Para agilizar o processo, os senadores precisariam aprovar um calendário especial por maioria simples, tarefa que se torna ainda mais complicada devido à oposição.
As recentes eleições também tiveram impacto significativo no Senado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) obteve 47,03% dos votos, superando Lula, que teve 45,16%. O PL elegeu 19 senadores e, a partir de 2027, contará com uma bancada de 28 senadores, o que enfraquecera a posição de Alcolumbre na disputa pela reeleição ao comando do Senado.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, destacou que Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, é candidato à presidência do Senado. Para ser aprovada, uma PEC precisa obter pelo menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, ou seja, suportar o apoio de 49 senadores.
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Jornalista especializado em Política

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