Senadores recuam em apoio a proposta de emenda em meio a pressões
Mudança ocorre antes da eleição e sem impacto na proposta

Em resposta à pressão popular e próximo do período eleitoral, três senadores retiraram seu apoio à emenda à Constituição que visa alterar a jornada de trabalho, proposta pela oposição bolsonarista. O gesto de Zequinha Marinho (Podemos-PA), Cleitinho (Republicanos-MG) e Romário (PL-RJ) não altera o andamento da proposta.
A emenda de Rogério Marinho (PL-RN) pretende flexibilizar a jornada de trabalho, permitindo o pagamento por hora e negociações individuais entre patrões e empregados. Essa proposta deverá tramitar em conjunto com a PEC aprovada pela Câmara, que cria uma jornada semanal de 40 horas sem diminuição do salário, após um período de transição de 14 meses.
Reação da Oposição
Em contrapartida, parlamentares da esquerda iniciaram uma mobilização nas redes sociais contra a proposta da oposição, argumentando que ela pode resultar em uma jornada 7×0, sendo apelidada por alguns como 'PEC do Trabalho Escravo'. Esta campanha conta também com o apoio de centrais sindicais, que têm solicitado a retirada de assinaturas acumuladas por senadores em apoio à proposta.
✨ Os senadores Zequinha e Romário alegaram que a proposta da oposição prejudica os trabalhadores.
Contexto
A pressão popular e a proximidade das eleições influenciam as decisões dos parlamentares, que buscam alinhar suas posturas com as expectativas dos eleitores.
"Retirar a presença do sindicato das negociações não pode ser aceito - Zequinha Marinho
"Se o povo entende que a proposta é prejudicial, não faz sentido continuar - Romário
Cleitinho, que é um potencial candidato ao governo de Minas Gerais, expressou seu descontentamento em um discurso no Senado, enfatizando que havia se comprometido com a proposta apenas como um gesto de cortesia após receber apoio em sua própria iniciativa sobre a jornada 5×2. Ele agora se diz decepcionado com a repercussão negativa e cobranças recebidas.
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