Setor de rodovias alerta sobre continuidade de concessões até 2027
Diretor da ABCR destaca a importância da previsibilidade em leilões rodoviários.

Em entrevista à CNN, Marco Aurélio de Barcelos, CEO da ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias Rodoviárias), ressaltou a necessidade de que a agenda de concessões rodoviárias se mantenha ativa durante o período eleitoral e além de 2027.
Com um cronograma apertado e grandes projetos na fila, o setor tem se mostrado cauteloso em relação às concessões programadas para os próximos anos. A continuidade e a previsibilidade nas entregas dos projetos, mesmo com possíveis mudanças na administração federal, são preocupações cruciais para a ABCR.
✨ O governo terá que realizar cerca de dois leilões rodoviários por mês para alcançar a meta de 13 leilões até o final de 2026.
Situação dos Leilões
Atualmente, duas concessões foram realizadas este ano: Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA), com 85% dos certames restantes concentrados no segundo semestre de 2026.
Na última semana, a EcoRodovias deu início à implantação das Ecovias das Gerais, após vencer o leilão da Rota das Gerais em março. Enquanto isso, o consórcio 116 Sertões, formado por empresas como Mota-Engil e Odebrecht, assume a gestão da Rota dos Sertões por 30 anos.
Barcelos comentou sobre os esforços do Ministério dos Transportes para manter avançando o pipeline de projetos. Porém, enfatizou que é essencial garantir que as políticas de concessão se mantenham, independentemente do cenário político. 'Precisamos de um compromisso firme com a continuidade dos investimentos', afirmou.
Com a ausência de leilões programados para junho, a agenda retoma em julho com a concessão da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR). Contudo, o cenário de restrições orçamentárias das agências reguladoras levanta preocupações sobre a viabilidade das próximas etapas devido a cortes financeiros.
"É preciso reconhecer o trabalho da ANTT, mesmo com os cortes orçamentários recorrentes
O presidente da ABCR expressou receio sobre a capacidade da ANTT de manter seu nível de entrega diante do aumento na complexidade e volume dos projetos a serem geridos, ressaltando a contradição entre a aceleração das concessões e a redução da capacidade operacional da agencia reguladora.
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