A figura de Nossa Senhora Aparecida emerge como símbolo contra a intolerância religiosa no país.

A polarização política no Brasil trouxe à tona momentos significativos que revelam a luta por poder entre diferentes ideologias. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou preocupação em relação à intensificação das agressões a instituições religiosas, destacando a figura de Nossa Senhora Aparecida como um símbolo de resistência.
Esta santa, proclamada padroeira do Brasil em 1930, se torna um elemento crucial não apenas no âmbito religioso, mas como um ícone político. Em um contexto em que o pentecostalismo de extrema direita contribui para alimentar a intolerância, Nossa Senhora Aparecida simboliza os desafios enfrentados pelas religiões, especialmente a Igreja Católica.
✨ O uso da religião na política torna-se evidente com Flávio Bolsonaro, que sugere um compromisso com a Teoria do Domínio, que visa a união de religião e política em favor do radicalismo cristão.
O vínculo da população com Nossa Senhora Aparecida é forte e enraizado, refletindo um atavismo que ressoa com muitos brasileiros, incluindo os 40% de evangélicos com raízes no catolicismo. Essa conexão simbólica contrapõe-se à ameaça que a representação da santa enfrenta diante de uma possível teocracia e a interferência de potências estrangeiras na soberania nacional.
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Jornalista especializado em Política

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