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política
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STF discute eleições diretas para governador do Rio de Janeiro

Debate sobre a escolha do próximo governador gera divisão entre ministros

João Pereira08 de abril de 2026 às 20:20
STF discute eleições diretas para governador do Rio de Janeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta terça-feira (8), o debate sobre a forma de escolha do próximo governador do Rio de Janeiro, divisando entre eleições diretas e indiretas, após a renúncia de Cláudio Castro.

Durante a sessão, os ministros discutiram a possibilidade de manter o governador interino Ricardo Couto no cargo até as eleições gerais de outubro, o que gerou um empate de 1 a 1 entre os votos. O ministro Cristiano Zanin se posicionou a favor das eleições diretas, enquanto Luiz Fux defendeu o formato indireto.

A votação será retomada na quinta-feira (9) e pode decidir o futuro político do estado até o fim do ano.

Propostas em Debate

Zanin explicou que, caso prevaleça a escolha por eleições diretas, será necessário deliberar sobre como proceder. Ele sugere duas alternativas: convocar uma eleição suplementar imediata ou unificar a votação com as eleições de outubro.

Alexandre de Moraes também comentou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem regulamentos que permitem a unificação de eleições extraordinárias com o calendário normal, desde que certas condições sejam atendidas.

Custos e Consequências

Fux, ao defender a eleição indireta, ressaltou os altos custos envolvidos, estimados em mais de R$ 100 milhões, e a proximidade das eleições regulares como fatores que devem ser considerados.

Ações do PSD

As ações em análise foram apresentadas pelo PSD, que argumenta que a renúncia de Castro teve motivações eleitorais para evitar um eventual processo de cassação. Zanin observou esses indícios durante seu voto.

Contexto Legal

De acordo com a Constituição do estado do Rio, a escolha do governador deve ser feita indiretamente pela Assembleia Legislativa em caso de vacância, mas as regras foram desafiadas por essa série de eventos recentes, deixando o estado sem um vice-governador, o que amplifica a urgência da decisão do STF.

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