Relator aponta inconformidades na execução orçamentária do governo.

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu o aval às contas do governo federal relacionadas ao ano de 2025, com ressalvas importantes. O relator, ministro Benjamin Zymler, destacou a aprovação da execução orçamentária sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas expressou preocupações que podem impactar a avaliação final a ser feita pelo Congresso Nacional.
✨ Relator apresentou diversas inconformidades que precisam ser corrigidas.
Durante a sessão, que ocorreu na manhã desta quarta-feira (10) na sede do TCU, os ministros presentes, incluindo os do Planejamento e da Casa Civil, ouviram as considerações do relator. Zymler citou, por exemplo, a autorização de um empréstimo de R$ 12 bilhões pelos Correios, que foi feita sem a devida análise técnica.
Outras observações do relatório indicam que a utilização de fundos para alavancar crédito, em resposta às limitações do orçamento, poderia levar a um aumento da dívida pública no futuro, mesmo que não interfira diretamente nas regras fiscais atuais.
O TCU alertou que a meta fiscal estabelecida foi mantida devido a manobras legais que permitiram à União excluir R$ 48,7 bilhões das despesas no cálculo, o que afeta a credibilidade fiscal e pressiona taxas de juros.
Ademais, o relatório crítico também levantou questões sobre a Petrobras. Uma nova legislação permite que a empresa desconte os custos operacionais da venda de petróleo dos repasses à União, o que pode acabar contornando o orçamento previsto.
Por último, o tribunal expressou preocupação com a concessão e implementação de novas renúncias fiscais sem a apresentação dos cálculos de impacto e das medidas compensatórias necessárias, ressaltando a necessidade urgente de correção dessas irregularidades por parte do governo.
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Jornalista especializado em Política

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