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política
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Tensão entre vereadores e estudantes em protesto em SP

Conflitos interrompem reunião entre reitores e manifestantes.

Fernanda Lima11 de maio de 2026 às 19:45
Tensão entre vereadores e estudantes em protesto em SP

Na manhã desta segunda-feira (11), os vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, ambos do União Brasil, geraram polêmica ao se confrontarem com estudantes durante uma manifestação no centro de São Paulo, resultando em tumulto.

O incidente aconteceu na Praça da República, logo após a intervenção da Polícia Militar na reitoria da Universidade de São Paulo, com a força policial utilizando gás de pimenta para dispersar a multidão. O protesto ocorreu em frente ao local onde estava prevista uma reunião dos reitores da USP, da Universidade Estadual Paulista e da Unicamp, que acabou sendo cancelada por conta dos conflitos.

Vereadores acirram ânimos em manifestação, resultando em confronto com a polícia.

Os vereadores se juntaram aos manifestantes e logo entraram em conflito, com Rubinho alegando que foi agredido sem razão. Contudo, um vídeo publicado pelo site Poder360 mostra Adrilles e o influenciador Robson Fuinha envolvidos em um acalorado debate com os estudantes antes da confusão. Em resposta aos gritos de 'vai trabalhar', Rubinho afirmou: 'Eu que pago a universidade de vocês'.

Além disso, uma gravação circulando nas redes sociais revela Fuinha sendo atingido por um líquido e partindo para o ataque contra os manifestantes. Em outra parte do vídeo, Rubinho, após ser empurrado, chuta um estudante.

Contexto

A ação da Polícia Militar na reitoria da USP resultou na detenção de quatro alunos, que foram posteriormente liberados após a pressão de colegas em frente à delegacia. Outros cinco estudantes ficaram feridos, com um ainda hospitalizado.

Os estudantes estavam em greve exigindo a abertura de negociações com o novo reitor, Aluísio Segurado, designado pelo governador Tarcísio de Freitas. Dentre as suas principais demandas, estão o aumento dos auxílios financeiros, criação de cotas para pessoas trans, implementação de vestibular indígena, contratação de intérpretes de Libras e adequação dos programas de mestrado e doutorado para alunos com deficiência auditiva.

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