Ministro do TSE concede prazo para PGE se manifestar sobre pedido de desistência do ex-governador do Rio.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Floriano de Azevedo Marques, estipulou um prazo de dois dias para que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste sobre o pedido de desistência feito por Anthony Garotinho, do Republicanos. Garotinho tentava reverter o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.
Após essa decisão, o registro de Garotinho continua sob avaliação no TSE. No dia 2 de setembro, Floriano determinou que os votos obtidos pelo candidato no primeiro turno seriam considerados 'anulados sub judice', em decorrência da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, enquanto seu recurso aguarda análise.
✨ Garotinho recebeu 274.411 votos, o que corresponde a 3,17% do total no primeiro turno.
Um dia após a votação, a defesa de Garotinho apresentou um termo formalizando a desistência do recurso ordinário protocolado anteriormente. Os advogados alegaram que a desistência pode ocorrer a qualquer momento, sem necessidade de consentimento das outras partes, e solicitaram a homologação e encerramento da ação.
Floriano, diante das circunstâncias, decidiu remeter os autos imediatamente à PGE, sem esperar pela publicação, e sugeriu que o Ministério Público Eleitoral seja ouvido antes da análise do pedido de desistência.
Com a indefinição sobre os pleitos de Garotinho, o atual quadro favorece Douglas Ruas, que lidera as eleições ao governo do estado pelo PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Ruas obteve 49,2% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes, do PSD, registrou 42,76%.
Caso os votos de Garotinho sejam desconsiderados, isso poderia assegurar a vitória do candidato apoiado por Bolsonaro.
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Jornalista especializado em Política

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