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política
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TSE investiga possível esquema de perfis falsos contra Flávio Bolsonaro

Kassio Nunes Marques coordena investigação sobre ataque virtual

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 20:20
TSE investiga possível esquema de perfis falsos contra Flávio Bolsonaro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, foi designado como relator de uma representação protocolada pelo Partido Liberal, que solicita a apuração de um suposto esquema de perfis falsos nas redes sociais da Meta, destinados a atacar o senador Flávio Bolsonaro.

Nesta segunda-feira (20), o coordenador de campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, e a coordenadora jurídica do partido, Maria Cláudia Bucchianeri, se reuniram com Nunes Marques no tribunal para discutir a situação. O processo está sob segredo de justiça em virtude da investigação em andamento.

A confirmação do relator veio de uma fonte com acesso ao sistema PJE (Processo Judicial Eletrônico). Mesmo que não tivesse sido escolhido como relator, Nunes Marques seria o responsável pela recepção da equipe de Flávio, dado que o tribunal está em recesso judiciário e o presidente de plantão cuida de questões urgentes.

Mais de 20 mil perfis suspeitos foram identificados como parte de um esquema de ataque a Flávio Bolsonaro.

Bucchianeri mencionou que a equipe detectou esse esquema inesperadamente enquanto monitorava anúncios pagos na Meta. Eles ficaram alarmados com a descoberta de perfis novos e pequenos, que apresentavam gastos de até R$ 200 mil.

Rogério Marinho afirmou que o esquema afeta além de Flávio, incluindo os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC), com a equipe identificando que alguns perfis poderiam ter sido financiados fora do Brasil.

A liminar protocolada pela campanha pede a investigação do caso, a remoção dos perfis do ar e a quebra de sigilo para descobrir quem está por trás da operação. O TSE possui regras rígidas que proíbem o impulsionamento de ataques a candidatos antes do início oficial da campanha.

Marinho comentou que Kassio Nunes Marques prometeu agir rapidamente, enfatizando a importância de resposta ágil devido ao desaparecimento rápido desses perfis. Ele também ressaltou que cabe ao presidente do TSE determinar qual órgão fará a investigação, seja a Polícia Federal, o Ministério Público Federal ou outro responsável.

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