Tribunal pede que plataformas adotem medidas iguais nas campanhas do segundo turno.

Nesta sexta-feira (23), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não existe nenhuma decisão judicial determinando a retirada de canais de WhatsApp. O tribunal ainda pediu que as plataformas digitais apliquem as mesmas diretrizes para as campanhas dos candidatos que participam do segundo turno, agendado para o próximo domingo (25).
O TSE esclareceu: "Não ordenamos a retirada de nenhum canal do WhatsApp. Os prazos para processos de propaganda são geralmente curtos. Interpretações a partir de despachos que solicitam informações em um curto espaço de tempo são completamente indevidas."
✨ A campanha de Lula foi notificada sobre a possibilidade de o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, retirar o canal 'Exército do Lula' do ar, mas não houve tal determinação.
Na última quinta-feira (22), Kassio Nunes Marques fixou um prazo de 24 horas para que a Meta, responsável pelo WhatsApp, apresentasse um relatório técnico sobre o funcionamento do canal. Essa solicitação surgiu após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o grupo de realizar ações coordenadas nas redes sociais.
O TSE também acionou Google e X para fornecer esclarecimentos sobre a propagação de termos e hashtags entre os dias 18 e 20 de outubro. O canal 'Exército do Lula' já enfrentou duas ordens de suspensão emitidas por Nunes Marques, mas ambas foram contestadas e revertidas.
Na manhã desta sexta-feira (23), ministros do TSE se encontraram com representantes da Meta e de outras plataformas digitais, para discutir a conformidade com a legislação eleitoral. Durante a reunião, o ministro Kassio Nunes Marques ressaltou a necessidade de um aumento no efetivo das plataformas para assegurar a adequada aplicação do plano de conformidade que foi assinado por todas as empresas envolvidas.
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