Sete instituições, incluindo OEA e União Europeia, devem avaliar possíveis interferências no pleito.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está se preparando para implementar missões internacionais, que contarão com a presença de entidades da sociedade civil, a fim de monitorar o processo eleitoral e oferecer relatórios detalhados sobre a condução das eleições.
Nesta edição, sete organizações participarão, incluindo a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia e o Carter Center, dos Estados Unidos. De acordo com informações obtidas, esses representantes serão responsáveis por inserir em seus pareceres análises sobre um possível favorecimento de uma das candidaturas por parte da Meta, empresa proprietária do Instagram, WhatsApp e Facebook, além de ministração dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
✨ As acusações de suporte à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em detrimento de Lula (PT) despertam o interesse da missão, sendo vistas como uma das mais preocupantes, principalmente por uma parcela dos magistrados do TSE.
Um interlocutor de uma das entidades indicou que é essencial que as observações sobre a politicização no TSE estejam refletidas no relatório final. Adicionalmente, a coligação de Lula já apresentou ao tribunal denúncias sobre tratamento desigual em campanhas, alegando que a Meta estaria limitando o alcance de publicações do atual presidente.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, não constatou problemas semelhantes em suas contas. O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, é o responsável por relatar o processo que analisa se houve tratamento diferenciado. Além disso, as discussões também incluem uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições, conforme levantado em investigações recentes sobre financiamentos de extremistas no Brasil durante a administração Trump.
Os observadores destacaram a necessidade de vigilância em relação à autonomia dos países e da defesa da democracia, levando em conta as tensões políticas que se expandem pela América Latina.
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