Medicamento de R$ 20 milhões teve vendas suspensas por insegurança.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) cancelou o registro do Elevidys, uma terapia gênica considerada uma das mais caras do mundo, devido a falhas em dados de eficácia e segurança.
O pedido para cancelamento foi realizado pela própria Roche, que comercializava o medicamento em parceria com a norte-americana Sarepta Therapeutics. A decisão foi comunicada na segunda-feira, 24 de janeiro.
Segundo a Anvisa e a Roche, os dados disponíveis não foram suficientes para satisfazer os rigorosos critérios regulatórios necessários à permanência do registro. O Elevidys tinha autorização condicional desde dezembro de 2024, mas em julho de 2025, a agência suspendeu sua comercialização por precaução, após relatos de casos sérios de insuficiência hepática aguda relacionada ao uso do produto.
Destinado ao tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD), o Elevidys utiliza um vetor viral para introduzir um gene sintético que produz a microdistrofina. Esta é uma versão reduzida da proteína distrofina, essencial para a saúde das células musculares. A doença afeta quase exclusivamente meninos e causa uma perda progressiva das funções motora e cardíaca.
No Brasil, a terapia era indicada apenas para crianças entre 4 e 7 anos que podiam caminhar e não tinham anticorpos contra o vetor viral.
Com a divulgação do cancelamento no Diário Oficial da União, a Roche e a Anvisa têm agora o dever de dar orientação aos pacientes que já estavam em vias de aquisição da terapia. A Anvisa também ressaltou que a farmacêutica deve continuar monitorando a segurança dos pacientes que já utilizaram o Elevidys entre dezembro de 2024 e julho de 2025.
✨ A Roche planeja manter sua pesquisa sobre o Elevidys e buscar mais evidências de sua segurança e eficácia.
A agência afirmou que estará aberta a futuras solicitações de registro, caso novos dados científicos sejam apresentados.
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