Nova norma exige identificação e controle de fatores de risco psicológico no trabalho

A Norma Regulamentadora número 1 sofreu uma atualização significativa, incluindo pela primeira vez a consideração de fatores de risco psicossocial no gerenciamento de riscos ocupacionais. Questões como sobrecarga, assédio, falta de autonomia e ambiguidade de papéis agora exigem uma abordagem proativa das empresas.
Com as novas diretrizes, os fatores psicossociais devem ser incorporados ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Isso significa que as empresas precisam mapear condições de trabalho que causem sofrimento psicológico, implementar medidas de controle e monitorar os resultados continuamente. O processo exige a participação ativa de lideranças e equipes de recursos humanos, em um esforço colaborativo constante.
No ambiente de trabalho híbrido, que combina atividades presenciais e remotas, as barreiras entre a vida pessoal e profissional se tornam mais tênues. Fatores como a dificuldade de desconexão e o isolamento de equipes são riscos que, sem gestão adequada, pode levar ao adoecimento psíquico dos funcionários. Vivian Tenuta, diretora de RH da Corning Latam, salienta a necessidade de as lideranças estarem atentas aos sinais de esgotamento, mesmo à distância.
✨ A ONU estima que a depressão e a ansiedade geram custos de cerca de um trilhão de dólares por ano em perda de produtividade.
Empresas multinacionais estão adotando uma postura mais proativa, indo além da simples conformidade com a norma. Elas estão promovendo a escuta ativa, capacitando líderes para reconhecer sinais de sofrimento e reformulando práticas de comunicação e reuniões. No contexto híbrido, essas ações se tornam ainda mais essenciais, visando preservar o senso de pertencimento entre as equipes.
A comunicação assíncrona, quando bem gerenciada, pode aliviar a pressão sobre a disponibilidade constante, permitindo um espaço de trabalho mais focado. As lideranças devem desenvolver a capacidade de detectar sinais de esgotamento e promover um ambiente de confiança e escuta. Tenuta enfatiza a importância dessa abordagem para o bem-estar dos colaboradores.
A Organização Mundial da Saúde destaca que a saúde mental está diretamente ligada à produtividade das empresas, demonstrando que investir em bem-estar psicológico não é apenas uma responsabilidade humanitária, mas uma estratégia competitiva.
"Cuidar da saúde psicossocial dos funcionários não é um gesto de generosidade corporativa, mas sim uma condição essencial para um trabalho eficiente e duradouro com propósito.
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