Expertos apontam cuidados essenciais para prevenir lesões

O aumento das jornadas extensas em frente ao computador está levando a um crescimento significativo nos casos de tendinite, uma condição que afeta a qualidade de vida dos trabalhadores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que uma em cada 100 pessoas sofre desta enfermidade.
Reconhecida também como LER/DORT (Lesões por Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), a tendinite ocorre pela inflamação dos tendões, resultando em limitações de movimento e diminuição da força. Dr. Lúcio Gusmão, ortopedista e fundador da Rede CADE, destaca que essa condição é uma das principais causas de afastamento laboral.
O especialista aponta que as exigências do trabalho moderno, como a digitação prolongada sem intervalos, têm contribuído para o problema. "As articulações enfrentam uma sobrecarga silenciosa, especialmente em regiões como punhos, mãos, ombros e cotovelos. As tensões acumuladas podem levar à inflamação se não forem tratadas com atenção", explica Dr. Gusmão.
Períodos prolongados na mesma posição podem aumentar a tensão muscular. Portanto, Dr. Gusmão recomenda a prática de pausas e alongamentos simples, o que pode aliviar a rigidez e melhorar a circulação.
A postura também desempenha um papel crucial. Garantir que a tela do computador esteja alinhada à altura dos olhos e utilizar um teclado ergonômico pode reduzir significativamente a pressão nas articulações.
Além disso, manter uma alimentação adequada e estar bem hidratado são elementos importantes para a recuperação dos tendões já afetados. O ortopedista alerta que o desgaste físico constante requer cuidados que vão além do tratamento local.
A prática regular de exercícios fortalece os músculos e proporciona melhor resistência a tensões do dia a dia. O sedentarismo, especialmente em indivíduos com sobrepeso, eles correm maior risco de desenvolver tendinite.
✨ Dor persistente deve ser avaliada por um médico.
Por fim, Dr. Gusmão alerta que sintomas como dor intensa, formigamento e perda de força não devem ser ignorados. Se a dor perdura por mais de três meses, é fundamental procurar ajuda médica imediatamente.
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Jornalista especializado em Saúde

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