Especialista aponta seis condições que podem aumentar o risco do acidente vascular cerebral.

O acidente vascular cerebral (AVC) pode atingir pessoas de diferentes idades. Entretanto, algumas condições de saúde requerem atenção especial entre as mulheres. O neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola ressalta que é importante conhecer essas situações para saber quando buscar avaliação médica.
“O AVC não deve ser visto como uma doença exclusivamente relacionada à idade. Existem fatores específicos da saúde feminina que podem alterar o risco ao longo da vida, principalmente durante a gestação, no período reprodutivo e na transição para a menopausa”, explica o especialista.
Dr. Victor Hugo Espíndola destaca, a seguir, seis fatores que podem aumentar o risco do AVC em mulheres.
✨ 1. Hipertensão: É um dos principais fatores modificáveis para o AVC. Quando não controlada, provoca danos nos vasos sanguíneos e aumenta o risco de eventos cerebrovasculares.
✨ 2. Pressão alta durante a gravidez: Pré-eclâmpsia e complicações relacionadas à pressão arterial durante a gestação devem ser monitoradas mesmo após o parto.
✨ 3. Enxaqueca com aura: Mulheres que sofrem com este tipo de enxaqueca devem discutir seus fatores de risco com o médico.
✨ 4. Uso de anticoncepcionais: O uso de contraceptivos hormonais deve levar em conta a história clínica da mulher, especialmente em casos de enxaqueca com aura.
✨ 5. Endometriose: Mulheres com essa condição devem ter acompanhamento médico e observar outros fatores que podem aumentar o risco cardiovascular.
✨ 6. Menopausa precoce: A interrupção da menstruação antes dos 45 anos pode estar associada a um maior risco cardiovascular.
Além da prevenção, saber identificar os sinais do AVC é crucial. Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, alteração na fala, assimetria facial, dificuldade súbita de visão, perda de equilíbrio e dor de cabeça intensa são alguns dos principais sintomas.
“Diante de um sintoma neurológico súbito, não se deve esperar. É fundamental buscar atendimento de emergência imediatamente, pois um tratamento mais rápido aumenta as chances de reduzir danos e sequelas”, finaliza Dr. Espíndola.
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Jornalista especializado em Saúde

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