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Saúde
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Bruxismo em jovens: ansiedade e estresse como causas principais

Estudo revela relação entre uso de telas e bruxismo em adolescentes

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 18:50
Bruxismo em jovens: ansiedade e estresse como causas principais

A ansiedade e o estresse relacionados à vida moderna são considerados os principais responsáveis pelo bruxismo, uma condição que leva os indivíduos a apertarem ou rangerem os dentes sem perceber.

Conforme evidenciado por uma análise realizada em 2024, aproximadamente 31% das crianças apresentam bruxismo do sono, um índice significativamente maior em comparação à população geral. Essa alta prevalência destaca a urgência em compreender os fatores desencadeantes do problema, como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos.

Estudo revela que uso noturno de redes sociais e ansiedade elevada agravam o bruxismo.

Uma pesquisa do International Journal of Paediatric Dentistry, que incluiu 213 adolescentes de 11 a 17 anos durante o lockdown na Espanha, revelou que o uso de redes sociais à noite disparou de 7,9 ocasiões para 20,7. Durante o mesmo período, os níveis de ansiedade aumentaram, assim como o índice de bruxismo, que subiu de 10,4 para 15,4.

Os dados sugerem uma ligação direta entre um aumento na interação em redes sociais durante a noite e o agravamento do bruxismo, com a ansiedade funcionando como um fator potencializador dessa relação.

Gatilhos psicossociais: prevalência em jovens

Entre jovens, especialmente aqueles com idades entre 12 e 25 anos, o bruxismo é mais comum. Isso ocorre em um contexto repleto de pressões sociais, como instabilidade econômica e exigências acadêmicas intensas, que se intensificam nas redes sociais.

Pesquisas no Brasil revelam que a prevalência de bruxismo em estudantes do ensino médio varia entre 20% a 30%, com maior incidência entre meninas e alunos sob pressão. Em universitários, esses números podem soar alarmantes, atingindo até 31,8% para bruxismo noturno.

Sentimentos como o FOMO, ou 'medo de ficar de fora', e a incessante busca por validação nas redes sociais contribuem para uma carga psicológica que, por sua vez, leva a respostas fisiológicas de estresse, comprometendo a qualidade do sono e aumentando a tensão muscular.

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Mesmo sendo um dos temas mais estudados em odontologia, o bruxismo ainda é extremamente mal compreendido. O desafio hoje é entender quando esse comportamento representa um fator de risco, protetor ou simplesmente uma adaptação fisiológica

Eduardo Groisman.

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