Dermatologista alerta para sintomas e importância da proteção solar.

O câncer de pele é o tipo de tumor mais prevalente no Brasil, com estimativas de 220.490 novos casos anualmente, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Essa cifra representa cerca de 31% do total de diagnósticos de câncer no país.
Apesar dessa alta incidência, muitos pacientes ainda não conseguem identificar os primeiros sinais da doença, levando a atrasos na busca por atendimento médico. O dermatologista Carlos Alberto Bruno explica que o sintoma mais comum é uma ferida que não cicatriza, frequentemente irritante mas indolor.
✨ A lesão pode apresentar coceira, descamação e, em alguns casos, sangramento ao menor trauma, como o ato de secar o rosto com uma toalha. No entanto, geralmente se inicia de maneira assintomática.
Bruno ressalta que outros sinais como ardência, mesmo na ausência de marcas visíveis, são motivos de preocupação, destacando a importância de monitorar lesões persistentes.
A regra do ABCDE é utilizada para avaliar pintas: assimetria, bordas irregulares, múltiplas cores, diâmetro acima de 6 mm e evolução. Contudo, essa avaliação é aplicável apenas ao melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Já o carcinoma basocelular e espinocelular requerem atenção a feridas persistentes.
Pessoas com pele, olhos e cabelos claros têm maior risco de desenvolver câncer de pele, assim como aqueles com histórico familiar da doença. Dados indicam que entre 7% a 15% dos casos de melanoma ocorrem em indivíduos com parentes que também apresentaram a doença.
Queimaduras solares na infância, especialmente as intermitentes, aumentam significativamente as chances de surgimento da doença na vida adulta, dado que o dano solar à pele é cumulativo.
O diagnóstico precoce é crucial para definir o tratamento e aumentar as chances de cura. Quando a lesão é identificada em seu estágio inicial, é possível removê-la com menor impacto sobre a pele saudável ao redor.
Demorar a procurar ajuda médica pode fazer com que a lesão cresça, aumentando a complexidade da cirurgia e, no caso dos melanomas, o risco de metástase.
A proteção física, através do uso de chapéus, roupas com proteção UV e protetor solar, permanece como uma das formas mais eficazes de prevenção.
Para manter um bom monitoramento da saúde da pele, Bruno orienta a autoexaminarem regularmente, observando lesões ou alterações em pintas já existentes. Recomenda-se também a consulta dermatológica anual, especialmente para quem apresenta múltiplas pintas ou feridas persistentes.
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