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Saúde
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Câncer ligado ao tabagismo afeta 90 mil brasileiros anualmente

O impacto do tabagismo como fator de risco aumenta em meio a novas gerações.

Gabriel Rodrigues01 de junho de 2026 às 13:05
Câncer ligado ao tabagismo afeta 90 mil brasileiros anualmente

Mais de 90 mil casos de câncer no Brasil são atribuídos ao uso de tabaco, conforme estimativas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). Este dado ressalta a continuidade do tabagismo como um dos principais fatores de risco evitáveis para essa doença, apesar das décadas de queda no consumo de cigarros.

Cerca de 20 milhões de brasileiros ainda fumam.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a projeção indica cerca de 781 mil novos diagnósticos de câncer previstos anualmente entre 2026 e 2028. O impacto do tabagismo não se limita a efeitos individuais, mas também gera um fardo significativo para a sociedade.

Impactos financeiros do tabagismo

O custo relacionado ao uso de tabaco no Brasil é estimado em R$ 126,9 bilhões por ano, englobando despesas médicas e perdas devido a incapacidades e mortes precoces.

Embora o câncer de pulmão seja o mais comum associado ao tabagismo, este hábito é um fator de risco para uma variedade de outros tipos de câncer, como os que afetam a boca, laringe, esôfago, pâncreas, bexiga e colo do útero. No entanto, a população em geral ainda não possui plena consciência dessa ligação.

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O cigarro pode contribuir para o desenvolvimento de câncer em praticamente qualquer região do corpo. O risco aumenta consideravelmente quando o tabagismo é combinado com o consumo de álcool.

Rodrigo Coutinho Mariano, oncologista na Croma Oncologia

A fumaça do tabaco contém mais de 7 mil substâncias químicas, com pelo menos 70 reconhecidas como cancerígenas. Esses compostos danificam o DNA e aumentam as mutações celulares que podem levar ao câncer.

Outro mito comum é que fumar pouco, ou apenas em eventos sociais, não acarreta riscos significativos. Profissionais de saúde alertam que até mesmo quem fuma ocasionalmente pode estar em maior risco de câncer comparado a não fumantes.

O surgimento de novos produtos de nicotina, como cigarros eletrônicos e narguilé, também é motivo de preocupação. Em 2024, 2,4% da população adulta utilizava esses dispositivos, com a taxa 10,1% entre jovens de 18 a 24 anos.

Sinais de alerta do câncer

  • 1Tosse persistente
  • 2Falta de ar progressiva
  • 3Sangue no escarro
  • 4Rouquidão prolongada
  • 5Feridas que não cicatrizam na boca
  • 6Dificuldade para engolir
  • 7Sangue na urina
  • 8Icterícia
  • 9Perda de peso inexplicada

Qualquer sintoma persistente deve ser investigado, especialmente em fumantes e ex-fumantes.

Abandonar o tabaco traz benefícios em qualquer fase da vida, reduzindo significativamente o risco de câncer ao longo do tempo. Após cinco a dez anos sem fumar, o risco de desenvolver câncer de boca, garganta e laringe pode ser reduzido pela metade.

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Nunca é tarde para parar. Descontinuar o uso do tabaco melhora também a resposta a tratamentos oncológicos e diminui as chances de complicações. Buscar ajuda profissional aumenta as chances de sucesso na cessação do tabagismo.

Rodrigo Coutinho Mariano

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