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Saúde
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Estudo revela desigualdade no diagnóstico de câncer entre SUS e privado

Mais de 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço são detectados tardiamente.

Gabriel Rodrigues27 de julho de 2026 às 04:15
Estudo revela desigualdade no diagnóstico de câncer entre SUS e privado

Um estudo apresentado durante o Julho Verde revelou que mais de 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil, diagnosticados tanto na rede pública quanto na privada, são identificados em estágios avançados, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

A pesquisa, conduzida pela MSD Brasil e publicada na revista científica 'Oral Oncology Reports', analisou dados de mais de 37 mil pacientes atendidos entre 2016 e 2018, com informações provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e de clínicas do Grupo Oncoclínicas.

Cerca de 83,2% dos pacientes atendidos no SUS tinham histórico de tabagismo.

O estudo revelou que a proporção de casos com metástase é similar nos dois sistemas de saúde, com 2,9% no SUS e 2,6% na rede privada. No entanto, existem diferenças no perfil da doença: no SUS, os tumores mais frequentes estão na cavidade oral (37,1%), enquanto na rede privada, a orofaringe representa 42,5% dos diagnósticos.

Os pesquisadores apontam que determinantes sociais, como a menor frequência de consultas odontológicas e condições de higiene bucal, podem explicar parte dessas discrepâncias. Além disso, os pacientes do SUS têm uma média de idade de 61 anos, enquanto os da rede privada têm cerca de 67 anos.

Cenário Global

Em 2020, o câncer de cabeça e pescoço de células escamosas foi o sétimo tipo mais comum no mundo, com aproximadamente 890 mil novos casos e cerca de 450 mil mortes, de acordo com dados do estudo.

A necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção é evidente, especialmente no combate ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool. Medidas que promovam educação em saúde e acesso ao diagnóstico precoce são essenciais para reduzir desigualdades no atendimento.

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