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Saúde
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Conflito no Oriente Médio agrava crise alimentar global

A ONU alerta para aumento da fome devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.

João Pereira05 de junho de 2026 às 12:00
Conflito no Oriente Médio agrava crise alimentar global

O fechamento do Estreito de Ormuz, em decorrência do conflito no Oriente Médio, provocou um alerta da ONU sobre o agravamento da fome no mundo. A organização menciona que a situação pode remeter a uma crise semelhante à de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Atualmente, 320 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, com prognósticos de que esse número possa aumentar em quase 45 milhões caso a guerra, iniciada após um ataque dos EUA e Israel ao Irã, persista até junho e se o preço do petróleo exceder 100 dólares por barril.

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Lamentavelmente, o cenário negativo está se concretizando

Jean-Martin Bauer, diretor do PMA.

O fechamento do Estreito de Ormuz resulta em aumento nos preços de alimentos básicos como arroz e trigo.

Bauer também alertou sobre os potenciais 'efeitos de contágio', que envolvem o aumento nos preços de combustíveis e alimentos, perda de renda e interrupções no comércio, apontando para um retorno de uma crise global de custo de vida semelhante à enfrentada em 2022.

Contexto

Em 2022, os programas humanitários tinham melhor financiamento e contavam com mais trabalhadores disponíveis, o que não se observa na atualidade.

Em Genebra, Bauer informou que a previsão do PMA indica uma 'ruptura de fornecimento' no próximo mês, sugerindo que a distribuição de alimentos pode ser severamente afetada. O impacto direto será sobre as crianças vulneráveis, especialmente aquelas com menos de cinco anos, já em risco de fome em regiões como a Somália.

A ONU estima que, se a guerra continuar por mais seis meses, mais de nove milhões de pessoas podem ficar sem assistência humanitária, significando que pelo menos 1,5 milhão a menos do que o inicialmente planejado poderá ser atendido em 2026.

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