Cortar comprimidos pode ser arriscado à saúde
Especialista alerta para riscos e ressalta a importância de orientação

Cortar comprimidos é uma prática comum entre aqueles que buscam facilitar a ingestão ou economizar medicamentos, mas essa ação pode trazer sérios riscos à saúde. Especialistas alertam que nem todas as cápsulas devem ser divididas, já que isso pode comprometer a eficácia do tratamento.
Ivan Olisan, professor de Farmácia da Unopar, ressalta que a divisão de comprimidos deve ocorrer apenas com orientação profissional. ‘Muitos comprimidos são formulados para liberar a medicação de maneira gradual. Ao serem cortados, essa liberação pode ser interrompida, aumentando o risco de efeitos adversos’, explica.
✨ Cortar comprimidos sem orientação pode prejudicar a eficácia e segurança do tratamento.
Olisan também menciona que os comprimidos sem sulco para divisão apresentam riscos adicionais, pois o corte pode resultar em doses irregulares. Por isso, ele recomenda que qualquer dúvida sobre medicações deve ser esclarecida com profissionais de saúde.
Medicamentos que exigem atenção
- 11. Comprimidos de liberação prolongada: Cortar esses medicamentos pode resultar em absorção rápida e reações adversas.
- 22. Comprimidos revestidos: O revestimento protege o estômago e a eficácia do medicamento; ao cortar, essa proteção pode ser comprometida.
- 33. Medicamentos sem sulco: A falta de marcação pode levar a uma divisão irregular e doses desiguais.
- 44. Cápsulas e formatos especiais: Devem ser mantidos intactos, pois abrir ou cortar pode afetar a eficácia.
Caso precise ajustar a dose, Olisan recomenda o uso de farmácias de manipulação, que oferecem soluções personalizadas. 'Essas farmácias podem preparar a dose exata necessária, evitando discrepâncias que ocorrem quando os comprimidos são divididos manualmente.'
Essas farmácias seguem rigorosos padrões de qualidade, assegurando a uniformidade e estabilidade dos medicamentos manipulados. 'Quando o paciente tem dificuldades, estas farmácias proporcionam um ajuste seguro e eficaz, levando em conta as características de cada substância', conclui.
"Qualquer modificação no uso de medicamentos deve ser discutida com um médico ou farmacêutico para garantir segurança e eficácia.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Saúde

Anvisa proíbe comercialização de hidratante facial sem registro
Agência determina apreensão de todos os lotes do produto.

Agonorexia: alerta sobre a supressão do apetite em 2026
Aumento do uso de análogos de GLP-1 gera preocupações entre especialistas

Anvisa alerta sobre riscos de suplementos de curcumina para o fígado
Órgãos de saúde destacam potenciais danos hepáticos do uso excessivo.

Estudo revela altos índices de mal-entendidos sobre medicamentos nos EUA
Uma pesquisa recente destacou falhas na comunicação sobre saúde.





