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Saúde
2 min de leitura

Cuba enfrenta colapso na saúde devido à escassez de recursos

Ausência de combustíveis e insumos compromete atendimento médico

Gabriel Rodrigues15 de maio de 2026 às 17:55
Cuba enfrenta colapso na saúde devido à escassez de recursos

Funcionários da ONU alertaram neste dia 15 sobre a intensa pressão que o sistema de saúde em Cuba enfrenta devido à falta de combustível, eletricidade e suprimentos médicos, comprometendo o atendimento a milhões de pacientes.

Edem Wosornu, representante do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, enfatizou a urgência da assistência, chamando a atenção para o fato de que a situação pode se agravar sem a intervenção adequada e imediata.

Altaf Musani, diretor de intervenções de saúde de emergência da OMS, afirmou que os constantes apagões estão dificultando a realização de procedimentos hospitalares essenciais, como cirurgias e atendimento de emergência. Este cenário impacta negativamente serviços vitais como laboratórios, bancos de sangue e cuidados maternos.

Mais de 100 mil pacientes, incluindo 11 mil crianças, estão esperando por cirurgias adiadas, enquanto 5 milhões com doenças crônicas estão sob risco de descontinuidade no tratamento necessário.

Musani também destacou a preocupação com os 16 mil pacientes em radioterapia e mais de 12 mil em quimioterapia que correm risco devido à falta de recursos. Ademais, as 32 mil gestantes enfrentam dificuldades para acessar serviços obstétricos e diagnósticos.

A situação do cuidado neonatal é especialmente alarmante, já que equipamentos essenciais dependem de uma fonte de eletricidade consistente. A escassez de combustível também limita as operações das ambulâncias, dificultando o acesso a cuidados médicos e afetando a qualidade da água potável e a produção de alimentos.

Apesar da gravidade da crise, os profissionais de saúde em Cuba continuam esforçando-se para atender à população sob circunstâncias desafiadoras.

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