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Saúde
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Brasil registra 12,5 anos em saúde ruim, segundo pesquisa da Lancet

Estudo avalia qualidade de vida em 204 países e revela aumento na última década

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 13:05
Brasil registra 12,5 anos em saúde ruim, segundo pesquisa da Lancet

Um novo estudo publicado na prestigiada revista The Lancet Public Health revela que os brasileiros enfrentam um desafio significativo em relação à saúde, vivendo em média 12,5 anos em condições consideradas ruins. Esta pesquisa posiciona o Brasil em 16º lugar entre 204 nações e territórios avaliados, destacando um aumento de 20% no tempo vivido em situação de saúde desfavorável desde 1990.

Crescimento no tempo de vida em saúde ruim

O estudo calcula a diferença entre a expectativa de vida ao nascer e a expectativa de vida saudável (HALE), que é o tempo sem doenças ou incapacidades. O Brasil ficou atrás de países como os Estados Unidos, com 14 anos, Austrália e Canadá, com 13,9 e 13,7 anos, respectivamente. Os menores períodos foram observados em Nauru, com 6,9 anos, Ilhas Salomão, com 7,3 anos, e Laos, com 7,4 anos.

Desde 1990, o Brasil viu um aumento de 2,1 anos em saúde ruim, enquanto a média global subiu 2 anos.

Impactos da pandemia e causas da má saúde

Durante a pandemia de Covid-19, o Brasil registrou variações no indicador, com 11,7 anos em 2020 e 12,2 anos em 2022. O período entre 2020 e 2022 é descrito como uma fase de disrupção, evidenciando uma queda na expectativa de vida e na expectativa de vida saudável.

O estudo identifica cinco principais causas responsáveis por 57,4% dos anos vividos em condições de saúde insatisfatórias: distúrbios musculoesqueléticos, transtornos mentais (como depressão e ansiedade), doenças dos sentidos, lesões não intencionais e outras condições não transmissíveis.

Fatores de risco

Os principais fatores que contribuem globalmente para a má saúde incluem glicemia elevada, índice de massa corporal elevado, desnutrição e tabagismo. Na América Latina, a glicemia elevada e o IMC alto figuram entre os riscos mais relevantes.

A pesquisa também apresenta desigualdades entre sexos, revelando que, em 2023, as mulheres viviam em média 12,1 anos em condições ruins, enquanto os homens viviam 9,3 anos.

Limitações e considerações

Os autores do estudo destacam que as estimativas podem ter incertezas que variam entre os anos analisados. As conclusões sobre a expansão da morbidade se baseiam em tendências gerais, não necessariamente em variações significativas individuais em cada país. Para o Brasil, a estimativa de saúde varia de 9,5 a 15,9 anos.

Este levantamento integra o Global Burden of Disease (GBD) 2023, desenvolvido pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington, com financiamento da Fundação Gates.

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