Importância de conscientização e proteção solar para pessoas albinas

No Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, celebrado em 13 de junho, a discussão sobre esta condição genética rara ganha destaque, evidenciando os preconceitos e a falta de acesso a cuidar adequado para milhares de pessoas ao redor do planeta.
Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o albinismo afeta entre uma em cada 17 a 20 mil pessoas na América do Norte e na Europa. Na Tanzânia, por exemplo, a frequência é alarmante, com uma pessoa albina a cada 1,4 mil habitantes. No Brasil, estimativas indicam que cerca de 21 mil indivíduos convivem com esta condição.
De acordo com Dr. Ismael Alves Rodrigues Júnior, dermatologista e professor da Afya Ipatinga, o albinismo resulta de uma alteração na produção de melanina, o pigmento responsável pela coloração da pele, cabelo e olhos. Ele afirma: “O albinismo não é uma enfermidade contagiosa e não compromete as capacidades cognitivas. As principais características incluem pele e cabelos claros, além de problemas de visão que podem variar em gravidade.”
✨ Proteção solar é vital para pessoas com albinismo.
Dr. Ismael enfatiza que cuidados com a proteção solar são essenciais, especialmente desde a infância. Ele recomenda o uso diário de protetores solares amplos, até em dias nublados, além da aplicação em intervalos regulares após atividades que provoquem sudorese.
A exposição ao sol deve ser minimizada, principalmente no período entre 10h e 16h, promovendo o uso de roupas de manga longa, chapéus de aba larga e buscando sombra sempre que possível.
Devido à falta de melanina, as pessoas com albinismo estão mais propensas a queimaduras solares, que aumentam o risco de câncer de pele. Dr. Ismael alerta que até mesmo simples avermelhamentos podem ser considerados queimaduras solares.
A ausência de proteção adequada eleva a possibilidade de câncer de pele, um problema significativo especialmente em países tropicais como o Brasil. O acompanhamento dermatológico regular e a fotoproteção eficaz são fundamentais para prevenir complicações.
Além da pele, os olhos também sofrem consequências severas devido ao albinismo. Estudos revelam que as cores de olhos mais raras são o vermelho e o violeta, pois a ausência de pigmento torna a íris quase transparente, refletindo os vasos sanguíneos.
A Dra. Amanda Barros Picanço, oftalmologista da Afya Montes Claros, observa que o impacto visual varia entre os indivíduos, com alguns apresentando apenas leve redução da visão e outros enfrentando problemas mais sérios.
A Dra. Amanda ressalta que a melanina desempenha um papel vital em várias etapas do desenvolvimento ocular, e sua ausência pode resultar em fotofobia, causando desconforto em ambientes muito iluminados e dificuldades em situações de muita exposição ao sol.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Pesquisa revela que 81% da população idosa desconhece a doença

Estudo aponta altas taxas em 29 tipos de tumores entre pessoas mais novas.

Mais de 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço são detectados tardiamente.

Campanha Julho Verde destaca riscos e prevenção desses cânceres.