Dores na coluna são problema sério que afeta 13,5% da população
Especialistas destacam as complicações e a importância do tratamento adequado

As dores na coluna, que incluem desconfortos cervical, torácico, lombar e pélvico, afetam 13,5% da população brasileira, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. Essa condição é a segunda mais frequente no país, apenas atrás da hipertensão, que atinge 14% dos brasileiros.
Estima-se que globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 80% da população experimente dores nas costas em algum momento da vida. No Brasil, essa problemática se traduz em mais de 20 milhões de pessoas lidando com dores crônicas na coluna, sendo também a principal razão para afastamentos do trabalho, conforme dados do INSS.
"É vital que as pessoas reconheçam as causas que contribuem para suas dores. Sedentarismo e má postura estão entre os principais fatores relacionados, afirma Fábio Wanderley, coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera.
Cinco complicações das dores constantes
- 11. Limitação funcional e perda de mobilidade: Dores persistentes dificultam atividades diárias, resultando em descondicionamento muscular e rigidez articular.
- 22. Comprometimento psicológico: A dor crônica está relacionada a problemas como ansiedade, depressão e estresse, levando a um quadro de irritabilidade e isolamento.
- 33. Dependência de medicamentos: O uso prolongado de analgésicos pode acarretar efeitos colaterais e dependência, exigindo doses maiores para alívio.
- 44. Alterações do sono: Dificuldades para dormir levam a insônia e fadiga crônica, afetando a capacidade cognitiva e o humor.
- 55. Perda progressiva de força: Sintomas como perda de sensibilidade e dificuldades urinárias podem indicar condições graves que necessitam de avaliação médica.
✨ O tratamento adequado deve ser orientado por profissionais da saúde, envolvendo uma abordagem multidisciplinar.
De acordo com Fábio Wanderley, a dor crônica na coluna não deve ser ignorada. Um diagnóstico correto e um plano de tratamento personalizado são essenciais para controle e alívio dos sintomas. As intervenções podem incluir fisioterapia, uso cuidadoso de medicamentos, terapia psicológica e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos.
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