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Saúde
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Excesso de açúcar na infância pode aumentar risco de demência na vida adulta

Estudo revela que consumo elevado de açúcar impacta saúde cerebral.

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 11:30
Excesso de açúcar na infância pode aumentar risco de demência na vida adulta

De acordo com um estudo recente publicado na revista Neurology, o consumo excessivo de açúcar durante a infância pode estar relacionado a um maior risco de demência na idade adulta. A pesquisa analisou 64.737 indivíduos nascidos após a Segunda Guerra Mundial, um período que contou com o fim do racionamento de açúcar no Reino Unido, em 1953.

Metodologia do Estudo

Os pesquisadores realizaram uma análise detalhada sobre a exposição ao racionamento de açúcar em diferentes intervalos da vida nos primeiros 1.000 dias, com o objetivo de entender como isso pode afetar a saúde cerebral a longo prazo. Os participantes foram divididos com base em quando estiveram expostos à restrição de açúcar: durante a gestação, apenas no primeiro ano de vida ou na interseção entre esses períodos.

Resultados e Implicações

Os resultados revelaram que aqueles expostos à restrição de açúcar apresentaram um risco reduzido de demência comparado aos que não foram expostos. Mais especificamente, os que passaram pelo racionamento durante a gestação e o primeiro ano de vida tiveram 21% menos chances de desenvolver demência e 23% menos de desenvolver Alzheimer. Além disso, a pesquisa indicou que a restrição de açúcar poderia atrasar o início da demência em cerca de 2,5 anos.

A pesquisa sugere que a redução do consumo de açúcar nos primeiros anos de vida pode ser uma estratégia eficaz na prevenção da demência.

Contexto Adicional

O estudo também associou a falta de açúcar na infância a melhores indicadores de saúde cerebral, evidenciados por um maior volume de substância cinzenta e melhor desempenho em testes cognitivos.

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