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Saúde
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Leite de jumenta pode revolucionar produção de sêmen equino

Pesquisa da UFRPE investiga uso do leite na conservação de material genético

Gabriel Rodrigues26 de julho de 2026 às 07:50
Leite de jumenta pode revolucionar produção de sêmen equino

Uma nova pesquisa da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) sugere que o leite de jumenta, já conhecido por suas propriedades antibacterianas, pode ter um papel importante na produção de sêmen equino. A estudo investiga sua aplicação para o desenvolvimento de diluentes que preservam o material genético dos equinos.

"O desenvolvimento de métodos naturais que substituam os antimicrobianos é cada vez mais necessário. O leite de jumenta possui características únicas que podem ajudar nesse desafio e abrir novas avenidas para a inovação na reprodução animal", afirma o professor Gustavo Ferrer, coordenador da pesquisa.

As enzimas, como a lisozima, presente no leite, têm um efeito antimicrobiano potente, ajudando na luta contra diversas bactérias.

Além das propriedades antibacterianas, o leite de jumenta também é analisado por seus potenciais efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores. Componentes como lactoferrina, lactoperoxidase, imunoglobulinas e peptídeos bioativos têm despertado o interesse dos cientistas sobre seu uso na medicina veterinária.

Inovação pela Biofrevo

A startup Biofrevo, incubada na UFRPE, está desenvolvendo essa tecnologia com o objetivo de criar soluções inovadoras que facilitam a reprodução e a multiplicação genética dos equinos. O projeto faz parte de um esforço maior para explorar o uso do leite de jumenta de forma tecnológica.

Embora as jumentas produzam apenas de 0,2 a 0,3 litro de leite por dia, o preço desse produto no mercado internacional varia entre 30 a 50 euros por litro, que equivale a R$ 180 a R$ 300, conforme afirmam os pesquisadores da UFRPE.

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"Buscamos estruturar uma cadeia produtiva que proporcione novas fontes de renda para pequenos produtores, incentive a conservação do jumento nordestino e transforme o conhecimento acadêmico em soluções com impacto econômico, social e ambiental", conclui Ferrer.

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