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Saúde
2 min de leitura

Março Lilás: Conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero

Campanha destaca a prevenção e os sinais do câncer de colo do útero, uma doença altamente evitável.

Gabriel Rodrigues26 de março de 2026 às 13:10
Março Lilás: Conscientização sobre o Câncer de Colo do Útero

No dia 26 de março, o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero é celebrado, parte da campanha Março Lilás, que busca aumentar a conscientização sobre um tipo de câncer que, embora seja facilmente prevenível através da vacinação contra o HPV, ainda afeta muitas mulheres no Brasil.

Dados Alarmantes

Conforme revelado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero ocupa o terceiro lugar entre os tipos mais comuns entre as mulheres, precedido apenas pelos cânceres de mama e cólon e reto. Para o triênio de 2026 a 2028, estima-se que haja 19.310 novas ocorrências a cada ano, atingindo aproximadamente 17,8 mulheres a cada 100 mil.

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A prevenção é fundamental e o câncer de colo de útero tem uma alta taxa de cura quando diagnosticado precocemente

Dra. Larissa Matsumoto.

O câncer cervical é o quarto tipo mais frequente entre as mulheres em nível global, com cerca de 660 mil diagnósticos anuais, segundo a OMS.

Sintomas a Serem Observados

  • 1Sangramentos anormais, especialmente após relações sexuais ou fora do ciclo menstrual.
  • 2Corrimentos incomuns com odor forte ou coloração alterada.
  • 3Dor durante as relações sexuais.
  • 4Cólicas persistentes sem relação com o período menstrual.

Opções de Tratamento

A abordagem terapêutica para o câncer de colo do útero deve ser adaptada ao estágio da doença, idade da paciente e saúde geral. Entre as principais modalidades estão: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapia-alvo, que podem ser usadas sozinhas ou em combinação.

Considerações sobre Fertilidade

Mulheres que pretendem engravidar devem consultar um especialista em medicina reprodutiva antes de iniciar qualquer tratamento oncológico, visto que algumas terapias podem impactar a fertilidade.

A Dra. Larissa Matsumoto destaca que, ao detectar precocemente o câncer, é possível estimular a ovulação para a coleta e congelamento de óvulos, preservando as chances de maternidade futura, mesmo após o tratamento da doença.

Após ser curada do câncer, esses óvulos podem ser fertilizados, possibilitando a gravidez, mesmo diante de uma reserva ovariana comprometida. A comunicação com o oncologista é fundamental nesse processo para que sejam discutidas as melhores alternativas para a gestação posteriormente.

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