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Saúde
2 min de leitura

NR-1 expande obrigações de saúde no trabalho e foca em saúde mental

Alterações visam enfrentar crescentes afastamentos por doenças no Brasil.

Tiago Abech15 de junho de 2026 às 08:05
NR-1 expande obrigações de saúde no trabalho e foca em saúde mental

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 1978, recebeu uma atualização que amplia as responsabilidades das empresas em relação à saúde dos funcionários, incluindo agora a gestão de fatores psicossociais.

Além de abordarem os riscos físicos, químicos e ergonômicos, as empresas deverão também identificar e gerenciar questões como estresse e sobrecarga emocional, que impactam a saúde mental dos trabalhadores.

Em 2025, o Brasil registrou aproximadamente 4 milhões de afastamentos por doença, um recorde dos últimos cinco anos, destacando a urgência das mudanças na NR-1.

O Ministério da Previdência Social informou que a dorsalgia (dores nas costas) foi a principal causa, com mais de 237 mil licenças, seguida pela hérnia de disco com 208 mil afastamentos.

Integração entre saúde física e mental

Os médicos Hendrick Hoyler e Eduardo Vilela, fundadores da healthtech MOMA.I, apontam que o foco nas áreas de saúde física e mental deve ser integrado, pois sintomas físicos frequentemente estão ligados a problemas emocionais.

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A saúde física e a saúde mental dos trabalhadores formam um sistema integrado

Hendrick Hoyler.

Empresas precisam identificar sinais precoces de adoecimento para evitar afastamentos prolongados e minimizar impactos.

Com a nova norma, as empresas são incentivadas a adotar soluções digitais que promovam monitoramento contínuo da saúde dos colaboradores, um passo que pode reduzir a subutilização da prevenção nas estratégias corporativas.

Impacto das soluções digitais

A plataforma desenvolvida pelos médicos oferece monitoramento por assinatura, utilizando inteligência artificial para coleta de dados e direcionamento clínico, com um investimento inicial de R$ 500 mil.

Essa plataforma, que já gerou R$ 20 milhões em receita antes do lançamento, objetiva alcançar R$ 10 milhões em faturamento no primeiro ano de operação.

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A inteligência artificial não substitui o médico, mas amplia sua capacidade de atuação

Eduardo Vilela.

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