País registrou 45 ataques e 210 mortes entre janeiro e setembro de 2026.

A África do Sul enfrenta uma crescente onda de violência armada, com 45 ataques de assassinato em massa registrados entre janeiro e setembro deste ano, resultando em 210 mortes e 79 feridos. Este cenário de terror surge após uma série de tiroteios que deixaram ao menos 46 mortos em menos de uma semana.
Apesar de uma queda na taxa de homicídios nos últimos anos, a soma notável de mortes em um curto período provocou choque entre a população. Especialistas apontam a combinação do crime organizado e a facilidade de acesso a armas de fogo ilegais como fatores críticos nesse aumento da violência.
✨ Cerca de 63.500 armas de fogo com registro legal foram declaradas perdidas ou roubadas no país entre 2013 e 2023.
Os recentes ataques incluem um tiroteio que aconteceu em um bar em Wedela, onde 18 pessoas foram mortas, e outro em Lwandle, resultando em mais 10 mortes. Segundo a organização Global Initiative Against Transnational Organized Crime, a África do Sul vive um cenário alarmante, onde armas como fuzis AK-47 são utilizados em conflitos.
O governo tem buscado formas de combater esse problema com operações policiais e iniciativas contra a mineração ilegal, mas especialistas ressaltam que agir apenas em nível de base terá impacto limitado sem atacar as estruturas que sustentam o crime armado.
As estatísticas do mês de setembro são particularmente alarmantes, com 57 mortos apenas neste período. Os dados geram preocupação sobre a segurança da população e sobre a capacidade do governo em controlar a situação.
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Jornalista especializado em Segurança

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