PMs alegam confusão entre celular e arma de fogo durante abordagem

Um jovem de 20 anos, identificado como Gustavo Munis de Santana, foi baleado 27 vezes pela Polícia Militar de São Paulo na madrugada do último sábado, no bairro de Moema, na Zona Sul da capital. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais alegaram ter confundido o celular da vítima com uma arma de fogo.
O incidente ocorreu por volta das 2h45, quando Gustavo avistou os agentes durante uma ronda na região do Planalto Paulista e, ao perceber a presença da polícia, começou a correr. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a um jovem que estaria transtornado e ameaçando atirar contra si mesmo.
Os quatro policiais localizaram Gustavo em uma passarela, que estava colocando as mãos na cintura em um gesto que consideraram ameaçador. Ao tentar se esconder atrás de uma coluna de um imóvel na Alameda dos Guaramomis, ele saiu em direção aos policiais com os braços estendidos e um objeto na mão. Os policiais dispararam 45 vezes, resultando em 27 ferimentos por bala detectados na perícia, abrangendo braços, pernas, abdômen, tórax e cabeça.
✨ Uma investigação está em andamento após o incidente, com testemunhas sendo ouvidas e a polícia recolhendo o celular de Gustavo e fragmentos de balas.
A Polícia Civil está conduzindo a investigação, durante a qual foram coletados depoimentos de seis testemunhas, incluindo familiares de Gustavo, que indicaram que o jovem enfrentava problemas com dependência química e realizava tratamento com antidepressivos. Os policiais usavam câmeras corporais, e as imagens serão analisadas.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi questionada sobre possíveis investigações sobre a conduta dos policiais envolvidos, mas não forneceu uma resposta até a publicação desta matéria.
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