Investigação aponta desatenção da tripulação em momento crítico

O relatório final divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Cenipa destacou que os pilotos do voo 2287 da VoePass, que caiu em Vinhedo (SP) em agosto de 2024, estavam distraídos em conversas pessoais no momento crítico da queda da aeronave.
Os profissionais falharam em ativar o sistema de degelo, mesmo após múltiplas advertências emitidas pela aeronave. Segundo o tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, que participou da investigação, houve uma conversa entre o comandante e o copiloto sobre os sistemas de degelo, mas este permaneceu desligado.
✨ As 62 pessoas a bordo, incluindo 58 passageiros e quatro tripulantes, perderam a vida no desastre.
O Cenipa apontou que a aeronave acionou o alerta de detecção de gelo várias vezes, o que deveria ter levado a tripulação a seguir protocolos de segurança. Apesar de terem recebido os treinamentos necessários para operar em condições severas de gelo, a resposta da equipe foi insuficiente.
O voo 2287 decolou de Cascavel (PR) rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, ao se aproximar de São Paulo, perdeu sustentação rapidamente e colidiu com um condomínio em Vinhedo.
A investigação inicial indicou que a aeronave enfrentou condições adversas severas de formação de gelo, e relatórios do piloto mencionaram problemas relacionados ao sistema de degelo, enquanto os gravadores capturaram alertas sobre a redução de desempenho da aeronave.
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Jornalista especializado em Segurança

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