Santa Catarina registra a menor taxa de mortes violentas no Brasil
Estado supera São Paulo e tem redução significativa nas estatísticas

Santa Catarina alcançou em 2025 a menor taxa de mortes violentas do Brasil, com 7,6 casos para cada 100 mil habitantes, superando São Paulo pela primeira vez em anos. A informação foi divulgada no Anuário de Segurança Pública, apresentado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O estado paulista ficou em segundo lugar, com uma taxa de 7,8 a cada 100 mil, apresentando uma redução em relação ao ano anterior, quando registrou 8,2. Santa Catarina, por sua vez, também teve uma queda considerável, passando de 8,6 em 2024 para 7,6 em 2025.
✨ Esta é a primeira vez desde 2014 que São Paulo não se encontra na liderança dessa estatística.
Comparações e avaliações
Historicamente, São Paulo foi o primeiro estado a registrar uma taxa abaixo de 10 por 100 mil habitantes, o que ocorreu em 2018. Santa Catarina seguiu esse padrão em 2021. David Marques, especialista do Fórum, aponta que a geografia e as políticas locais de segurança estão contribuindo para esses números positivos em Santa Catarina.
""Santa Catarina se destaca como exemplo em políticas de segurança pública, que podem servir de modelo para o restante do Brasil."
Em contrapartida, o Amapá continua a registrar as piores estatísticas do país, mantido como o estado mais violento, com uma taxa de 42,5 mortos por 100 mil habitantes, apesar de uma diminuição de 6% em relação ao ano anterior.
Embora a maioria dos estados brasileiros apresentem taxas reduzidas, o Anuário de Segurança Pública de 2025 também revela aumentos preocupantes, especialmente em relação a feminicídios e outras formas de violência contra a mulher.
Principais conclusões do Anuário de Segurança Pública de 2025
1. Recorde de feminicídios com média de quatro mulheres mortas por dia. 2. Menor número de assassinatos desde 2012: 40.775 vítimas. 3. Primeira vez que a taxa de mortes violentas ficou abaixo de 20: 19,1 a cada 100 mil.
O estudo também aponta que o Brasil enfrenta um aumento na violência psicológica e no stalking, com crescimentos significativos em casos relatados. Os setores de segurança e justiça ainda têm muito o que fazer para garantir a proteção e os direitos das mulheres frente a esses desafios crescentes.
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