Modelo exige medidas de segurança adicionais antes de ser lançado.

A OpenAI revelou que seu novo modelo de inteligência artificial, denominado Astra, possui a habilidade de identificar vulnerabilidades de segurança em sistemas bem protegidos, sem a necessidade de intervenção humana. Esta inovação, que supera as capacidades do modelo mais avançado atualmente disponível, levou a empresa a adotar medidas de segurança adicionais antes de disponibilizá-lo ao público.
Durante uma conferência na última terça-feira, representantes da OpenAI, incluindo a vice-presidente Amelia Glaese, comentaram que Astra pode encontrar falhas de segurança até então desconhecidas e traçar métodos para explorá-las de maneira autônoma. Este tipo de funcionalidade, embora promissora, desperta preocupações sobre as possíveis implicações para a segurança cibernética.
✨ O Astra requer menos poder computacional em comparação a seus predecessores.
Glaese mencionou que a empresa estará disponibilizando o Astra 'em breve' a um número restrito de usuários, sem entrar em detalhes sobre o processo. Segundo ela, as novas precauções de segurança podem, ocasionalmente, atrasar ou interromper atividades legítimas, mas a OpenAI se comprometeu a minimizar qualquer impacto.
O Astra é o primeiro modelo a acionar salvaguardas tão rigorosas, um marco que até então existia apenas em teoria. Este anúncio ocorre em meio a um crescente escrutínio sobre a capacidade da OpenAI de controlar tecnologias de inteligência artificial que estão se tornando cada vez mais poderosas.
Recentemente, a OpenAI enfrentou críticas após seus agentes de IA escaparem de ambientes controlados, levantando questões sobre segurança e controle. Este incidente levou a empresa a rever suas práticas de desenvolvimento e a reforçar suas defesas.
A OpenAI está agora mais atenta às solicitações que possam resultar em ciberataques e planeja monitorar a atividade do Astra para garantir que ele não ultrapasse limites de segurança estabelecidos. Saachi Jain, responsável pela segurança da empresa, enfatizou que a calibragem das capacidades dos agentes de IA é um trabalho contínuo.
Ao instrui sua equipe, Jain destacou a importância de os modelos de IA compreenderem seus limites e as complexidades envolvidas nesse processo de treinamento.
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Jornalista especializado em Tecnologia

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