A presidente da Signal Foundation aponta o uso irresponsável da tecnologia como o verdadeiro perigo.

Meredith Whittaker, presidente da Signal Foundation, rejeita as previsões alarmistas sobre a inteligência artificial (IA) e alega que não existem evidências científicas que sustentem a ideia de que a tecnologia pode se voltar contra os seres humanos.
"O risco é muito real", afirma Whittaker, acrescentando que as advertências sobre o perigo da IA são baseadas em um temor "sem fundamento científico". Ela destaca que é o uso irresponsável da tecnologia que representa uma real ameaça.
✨ Whittaker menciona uma situação noticiada pela CNN, onde um chatbot usado pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos produziu informações falsas sobre um navio chinês, levando a um quase confronto militar com a China.
A Signal, que possui entre 40 e 70 milhões de usuários, é reconhecida por sua abordagem rigorosa na proteção da privacidade. Diferentemente de outras plataformas, os servidores do Signal não têm acesso à identidade dos usuários.
Whittaker é uma figura influente na discussão sobre o futuro da tecnologia, tendo se destacado na luta contra o Projeto Maven, um contrato entre o Google e o Departamento de Defesa dos EUA que visava o desenvolvimento de IA para operações militares.
Ela critica a falta de apoio a startups lideradas por mulheres e se posiciona firmemente a favor da privacidade das comunicações, rejeitando qualquer proposta que possa comprometer a segurança dos usuários.
Whittaker enfatiza que aplicativos como o Signal são essenciais para a proteção de mulheres e minorias em contextos de vigilância estatal e repressão, mantendo que, se necessário, a empresa não hesitaria em deixar de operar em países que exigem comprometimento da criptografia.
Ela aconselha as mulheres a não se deixarem intimidar no ambiente tecnológico, ressaltando a importância de manter princípios firmes e integridade diante de pressões sociais.
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