Desemprego feminino atinge 7,3%, superando o masculino em 5,1%
IBGE revela disparidade persistente entre gêneros no mercado de trabalho

Os dados apresentados pelo IBGE nesta quarta-feira (14) mostram que a taxa de desemprego para mulheres no primeiro trimestre de 2026 ficou em 7,3%, enquanto a taxa para homens foi de 5,1%, revelando uma lacuna significativa no mercado de trabalho.
Desigualdade de Gênero em Números
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa de desemprego nacional ficou em média em 6,1% durante o mesmo período. A taxa de desocupação feminina é 43,1% maior que a masculina, embora essa diferença seja inferior ao que foi registrado em anos anteriores.
✨ A disparidade entre gêneros no desemprego tem apresentado uma tendência de redução, conforme aponta William Kratochwill, analista do IBGE.
"Historicamente, a maior diferença foi em 2012, com mulheres enfrentando uma taxa de 69,4% maior que os homens. A menor diferença ocorreu em 2020, atingindo 27% durante a pandemia.
Desigualdade por Cor e Escolaridade
Analisando a taxa de desemprego por cor ou raça, entre indivíduos brancos, o índice foi de 4,9%, enquanto os pretos enfrentaram 7,6% e os pardos 6,8%. Além disso, o nível de escolaridade também impacta a taxa de desemprego, com pessoas com ensino médio incompleto apresentando uma desocupação de 10,8%, em contraste com apenas 3,7% entre aqueles com diploma de nível superior.
Importância dos Dados
Esses dados são fundamentais para entender como fatores como sexo, raça e escolaridade afetam a inserção no mercado de trabalho, apontando a necessidade de políticas públicas específicas que abordem essas desigualdades.
A análise do IBGE indica que, apesar da diminuição da desigualdade no desemprego feminino, a diferença ainda se mantém significativa no início de 2026.
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