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Trabalho
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Colômbia reduz carga horária para 42 horas semanais em 2026

Novas leis de trabalho visam melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores

Fernanda Lima17 de junho de 2026 às 05:40
Colômbia reduz carga horária para 42 horas semanais em 2026

A Colômbia implementará uma nova jornada de trabalho, limitando a carga horária máxima para 42 horas semanais a partir de 15 de julho de 2026. A medida visa promover melhor qualidade de vida para os trabalhadores em um cenário onde a redução de horas já estava em andamento desde 2021.

Mudanças significativas no mercado de trabalho

A transição para a nova carga horária foi gradual, ocorrendo ao longo de cinco anos, sob a aprovação inicial do ex-presidente Iván Duque e continuada pelo governo atual de Gustavo Petro, com um aumento considerável no salário mínimo.

Embora a redução das horas trabalhadas tenha aumentado os custos para as empresas, o mercado de trabalho colombiano tem mostrado resiliência com taxa de desemprego histórica.

Estudos indicam que, entre 2022 e 2025, aproximadamente 787 mil novos empregos foram criados para equilibrar a diminuição das horas. Contudo, a produtividade apresentou queda, evidenciando a necessidade de mais colaboradores para manter os mesmos níveis de produção.

Impacto nos negócios e o futuro

Levantamentos da Fenalco revelam que um em cada dois empresários está fechando seus estabelecimentos mais cedo, enquanto a automação de serviços se tornou uma estratégia comum entre 25% das empresas. O aumento nas despesas operacionais também levou 64% dos entrevistados a reduzir o número de colaboradores.

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Os custos operacionais elevados estão forçando as empresas a agir com cautela, limitando a expansão e novas contratações

Fenalco

Contexto da reforma trabalhista

A reforma trabalhista na Colômbia combina redução de jornada com flexibilidade, permitindo que acordos individuais modifiquem dias e horários de trabalho.

Ao contrário, no Brasil, a proposta de redução da carga horária de 44 para 40 horas ainda está em discussão e proposta para implementação gradual.

Comparações com a reforma no Chile

O Chile também iniciou sua própria redução da carga horária, passando de 45 para 40 horas, com efeitos positivos moderados no mercado. Estudos indicam que a adaptação das empresas foi fundamental para evitar demissões em massa durante o processo.

A tendência global aponta para jornadas de trabalho mais curtas, refletindo mudanças nos paradigmas de produção na América Latina.

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