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Trabalho
3 min de leitura

Geração Z rejeita empregos sem contrato e busca estabilidade

Estudo revela novas expectativas de trabalho entre jovens profissionais

Giovani Ferreira20 de junho de 2026 às 03:20
Geração Z rejeita empregos sem contrato e busca estabilidade

Uma nova pesquisa indica que os jovens, especialmente da Geração Z, estão se distanciando da ideia de emprego sem contrato no Brasil. De acordo com o Estudo de Tendências Laborais 2026, 65% dos jovens rejeitam empregos que não oferecem formalização ou benefícios, um índice superior ao observado em outras faixas etárias.

Dados Reveladores

O estudo, realizado pela WeWork em parceria com a Offerwise, ouviu 2,5 mil profissionais e revelou que apenas 63% dos trabalhadores mais velhos, entre 62 e 80 anos, aceitariam uma oportunidade sem contrato formal. Esta diferença gera questionamentos sobre o que motiva a Geração Z a priorizar a formalização dos empregos.

65% dos jovens dizem não aceitar empregos sem contrato ou benefícios.

Embora a geração Z seja frequentemente retratada como mais propensa a mudar de emprego rapidamente e evitar longas permanências em uma única posição, essa mudança de percepção confirma que eles também buscam garantias básicas, como contratos formais.

Mudanças na Relação com o Trabalho

A forma como cada geração se relaciona com o trabalho evoluiu ao longo do tempo. Os baby boomers, por exemplo, valorizavam a estabilidade e a longa permanência em uma única empresa. A Geração X introduziu um equilíbrio entre segurança e mudança, enquanto os millennials passaram a exigir um propósito nas suas atividades profissionais. A Geração Z, por sua vez, enfatiza a aprendizagem contínua e a identificação com seu trabalho, refletindo um contexto de instabilidade econômica que os leva a buscar segurança em elementos fundamentais como a formalização do contrato.

Desafio de Gestão

Com quatro gerações trabalhando simultaneamente, as empresas enfrentam o desafio de equilibrar as diversas expectativas sobre carreira e satisfação profissional.

Para o sociólogo Ricardo Nunes, essa busca por contratos formais não é contraditória. "As novas gerações aprendem desde cedo sobre a necessidade de se adaptar e trilhar seus próprios caminhos", afirma Nunes, destacando que a formalização se tornou uma maneira de se proteger no ambiente de trabalho.

Desejos de Flexibilidade

O estudo também destaca um contraste entre as preferências dos brasileiros e a realidade do mercado. Seis em cada dez profissionais desejam um modelo de trabalho híbrido ou remoto, porém, apenas quatro em cada dez estão efetivamente nesse formato. Além disso, muitos estão abertos a retornar ao trabalho presencial, desde que receba uma compensação melhor.

82% aceitam voltar ao presencial se houver aumento salarial.

Por fim, 72% dos entrevistados acreditam que a volta ao trabalho em escritório foi bem planejada, e muitos estão dispostos a abrir mão de parte de seus salários em favor de um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

O futuro do mercado de trabalho brasileiro deverá ser moldado pela convivência entre essas gerações, promovendo uma reorganização das relações profissionais que combine as necessidades por segurança e flexibilidade.

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