Primeiro chamamento público pode resultar em leilão até 2026

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deu o primeiro passo rumo à concessão do corredor Minas-Rio, um projeto inovador que pode impactar significativamente o setor ferroviário brasileiro.
A reunião da diretoria colegiada da agência, realizada na quinta-feira (7), resultou na aprovação do projeto, que seguirá para análise do TCU (Tribunal de Contas da União). O leilão, anteriormente agendado para abril, sofreu adiamentos, e a expectativa é que ocorra no último trimestre de 2026.
✨ Corredor Minas-Rio adotará pela primeira vez o modelo de chamamento público no setor ferroviário.
Esse projeto será inédito, uma vez que usará o chamamento público em vez do método convencional de licitação, possibilitando uma referência para futuras concessões. O corredor é dividido em dois lotes: o primeiro abrange 625,8 quilômetros que ligam Iguatama (MG) a Barra Mansa (RJ) e outro trecho entre Varginha (MG) e Lavras (MG). O segundo lote, com 107 quilômetros, conecta Barra Mansa a Angra dos Reis (RJ).
"Esse modelo de análise adotado pelo TCU deve ser replicado nos próximos chamamentos públicos ferroviários
Segundo o diretor Alessandro Baumgartner, existem aproximadamente 10 mil quilômetros de trilhos prestes a serem devolvidos, muitos dos quais podem não atrair grandes operadoras, mas sim empresas menores que precisam de um espaço no mercado para cargas específicas.
Técnicos do Ministério dos Transportes, ANTT e TCU estão colaborando com reuniões regulares para alinhar os critérios do novo formato, visando facilitar os processos futuros.
Fontes indicam que a análise do TCU deverá levar cerca de 30 dias, e a simplificação do modelo de chamamento público deverá acelerar o andamento das próximas concessões ferroviárias. O governo vê este projeto como uma chance de otimizar processos e aumentar a eficiência nas futuras autorizações.
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