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Transporte
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ANTT aprova projeto ferroviário Minas-Rio com novo modelo de concessão

Primeiro chamamento público pode resultar em leilão até 2026

Camila Souza Ramos07 de maio de 2026 às 17:10
ANTT aprova projeto ferroviário Minas-Rio com novo modelo de concessão

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deu o primeiro passo rumo à concessão do corredor Minas-Rio, um projeto inovador que pode impactar significativamente o setor ferroviário brasileiro.

A reunião da diretoria colegiada da agência, realizada na quinta-feira (7), resultou na aprovação do projeto, que seguirá para análise do TCU (Tribunal de Contas da União). O leilão, anteriormente agendado para abril, sofreu adiamentos, e a expectativa é que ocorra no último trimestre de 2026.

Corredor Minas-Rio adotará pela primeira vez o modelo de chamamento público no setor ferroviário.

Esse projeto será inédito, uma vez que usará o chamamento público em vez do método convencional de licitação, possibilitando uma referência para futuras concessões. O corredor é dividido em dois lotes: o primeiro abrange 625,8 quilômetros que ligam Iguatama (MG) a Barra Mansa (RJ) e outro trecho entre Varginha (MG) e Lavras (MG). O segundo lote, com 107 quilômetros, conecta Barra Mansa a Angra dos Reis (RJ).

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Esse modelo de análise adotado pelo TCU deve ser replicado nos próximos chamamentos públicos ferroviários

Alessandro Baumgartner, diretor da ANTT.

Segundo o diretor Alessandro Baumgartner, existem aproximadamente 10 mil quilômetros de trilhos prestes a serem devolvidos, muitos dos quais podem não atrair grandes operadoras, mas sim empresas menores que precisam de um espaço no mercado para cargas específicas.

Contexto Adicional

Técnicos do Ministério dos Transportes, ANTT e TCU estão colaborando com reuniões regulares para alinhar os critérios do novo formato, visando facilitar os processos futuros.

Fontes indicam que a análise do TCU deverá levar cerca de 30 dias, e a simplificação do modelo de chamamento público deverá acelerar o andamento das próximas concessões ferroviárias. O governo vê este projeto como uma chance de otimizar processos e aumentar a eficiência nas futuras autorizações.

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