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agricultura
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Modelo integrado revoluciona a cadeia da carne no Brasil

Empresas investem em rastreabilidade e controle de qualidade

Fernanda Lima15 de abril de 2026 às 07:30
Modelo integrado revoluciona a cadeia da carne no Brasil

Empresas brasileiras da cadeia de carne têm adotado cada vez mais um modelo integrado, conhecido como ‘do pasto ao prato', para aumentar a qualidade, reduzir custos e acessar mercados internacionais.

Modelo integrado combina produção, processamento e venda direta, ampliando a rastreabilidade.

Um dos exemplos desse movimento é a Fribal, uma empresa originária do Maranhão que, atuando em todas as etapas do setor, consegue exportar cerca de 40% de sua produção para mais de 100 países, enquanto solidifica sua presença no varejo do Nordeste.

No âmbito global, o Brasil se destaca como um dos maiores exportadores de carne bovina, concorrendo com países como os Estados Unidos e a Austrália. A crescente competitividade internacional força as empresas a adotarem rigorosos critérios sanitários e de rastreabilidade.

Gustavo Oliveira, vice-presidente da Fribal, ressalta a importância deste modelo, que permite uma flexibilidade estratégica nas operações, diferenciando produção entre exportação e mercado interno conforme as flutuações da demanda.

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Se houver maior demanda para exportação, com a alta do dólar e a abertura de novos mercados, redirecionamos nossa produção para atender essa necessidade

Gustavo Oliveira.

A Fribal tem investido em um sistema de rastreabilidade rigoroso, garantindo o acompanhamento dos animais desde a origem até o abate. Este controle é fundamental para atender às exigências sanitárias e ambientais em mercados internacionais.

Oliveira destaca que conhecer a origem do gado é crucial, uma vez que a rastreabilidade se torna mais desafiadora nesta fase. A empresa possui um sistema de monitoramento que assegura que os animais não provenham de áreas irregulares ou envolvidas em práticas como desmatamento e trabalho escravo.

Rastreabilidade total proporciona maior transparência e competitividade no setor da carne.

Além disso, o mercado interno também tem mostrado crescimento robusto, impulsionado pelo aumento do consumo de proteína animal, com a Fribal investindo em um varejo premium que atende clientes de maior poder aquisitivo.

Carlos Oliveira, presidente da empresa, enfatiza que o varejo é uma parte essencial da operação, criando valor agregado e proporcionando uma experiência diferenciada de compra.

  • 1Do pasto ao prato: integração de todas as etapas da produção.
  • 2Fribal exporta 40% de sua produção para 100 países.
  • 3Rastreabilidade total como meio de garantir qualidade e conformidade.
  • 4Crescimento do varejo premium a atende a demanda por proteínas.

Com duas fábricas de abate no Maranhão, que operam sob regulamentações rigorosas, a Fribal é capaz de processar 320 mil cabeças de gado anualmente, abastecendo tanto o mercado interno quanto o externo.

Finalmente, a verticalização do modelo de negócios, que começou em 2010, é vista como uma tendência crescente que intensifica o controle sobre toda a cadeia produtiva, aumentando a competitividade nos mercados globais.

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Empresas que conseguirem controlar toda a cadeia, desde a origem até o consumidor final, terão mais competitividade

Gustavo Oliveira.

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